A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) prestou contas à Câmara do Rio nesta terça-feira (4) sobre os gastos no segundo quadrimestre deste ano e informou ter executado 77% do orçamento previsto. Durante a audiência pública da Comissão de Finanças, o secretário Daniel Soranz destacou o crescimento dos aportes federais e voltou a criticar a queda nos repasses do governo estadual, que somaram R$ 20 milhões no período.
De um orçamento atualizado de R$ 4,05 bilhões, a SMS empenhou R$ 3,53 bilhões até agosto e pagou R$ 3,13 bilhões, segundo Soranz. “Temos 77,24% das nossas despesas pagas. Ainda temos mais dois meses de execução e aproximadamente 25% de despesas para pagar”, quantificou o secretário.
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Um dos pontos de destaque da audiência foi a disparidade pontuada pela Saúde entre os repasses recebidos. Soranz detalhou que o Fundo Nacional de Saúde transferiu R$ 1,32 bilhão ao município, enquanto o Fundo Estadual de Saúde repassou apenas R$ 20 milhões no mesmo período. De acordo com o secretário, os repasses nunca tiveram um valor tão baixo quanto os deste ano.
A crítica não é nova. Na semana passada, durante a audiência sobre o orçamento de 2026 , que prevê R$ 10 bilhões para a pasta — o segundo maior do município, atrás apenas da Educação —, a prefeitura já havia criticado a irregularidade dos repasses estaduais e sinalizou que deve manter ações judiciais para garantir os valores devidos.
Queda nos procedimentos e cobranças da base
Apesar dos aportes recebidos, o secretário admitiu que, entre maio e agosto, o número de procedimentos realizados pelo Sistema de Regulação (Sisreg) caiu em relação ao ano anterior — foram 917 mil em 2025, contra mais de 1 milhão em 2024.
A presidente da Comissão de Finanças, Rosa Fernandes (PSD), também usou a audiência para cobrar Soranz sobre as despesas dos hospitais municipalizados e para pedir a volta de benefícios aos membros dos conselhos distritais de saúde.
“A Casa tem sido generosa em destinar recursos à saúde. Então, quando possível, gostaria que a secretaria voltasse a incluir os auxílios [transporte e refeição] no orçamento”, cutucou a parlamentar da base aliada.






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