Policial civil é afastado por suspeita de negociar armas e drogas com chefe do TCP

Segundo a Corregedoria da entidade, o agente também teria fornecido informações privilegiadas à facção criminosa

Wallace de Brito Trindade, também conhecido como Lacoste ou Salomão, tem mandados de prisão por homicídio e tráfico

Um policial civil do Rio de Janeiro foi afastado das suas funções nesta quinta-feira (18) por suspeita de negociar armas, drogas, munições e de fornecer informações privilegiadas ao chefe do Terceiro Comando Puro (TCP), que figura na lista dos criminosos mais procurados do país.

Ele foi alvo de um mandado de busca cumprido pela Corregedoria da corporação, que instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. O nome do suspeito é mantido em sigilo.

Segundo as investigações, o agente mantinha contato direto com Wallace de Brito Trindade, o Lacoste, apontado pelas autoridades como o chefe do TCP no Morro da Serrinha, em Madureira, Zona Norte do Rio.

Quem é Lacoste

Lacoste tem travado, nos últimos anos, uma guerra urbana por território contra o Comando Vermelho (CV), indicam investigações. Com a maior quantidade de pontos de venda de drogas e de armas na região, Lacoste teria centenas de fuzis, granadas e munições traçantes à disposição, e vem tentado invadir favelas dominadas pela facção rival.

Em agosto deste ano, uma operação policial localizou um imóvel de luxo pertencente ao criminoso, que tinha até uma rota de fuga com acesso a uma área de mata. Lacoste tem mandados de prisão pendentes por homicídio e associação ao tráfico. Ele está foragido desde 2007, quando saiu do regime semiaberto enquanto cumpria pena por tráfico de drogas e não retornou mais ao sistema prisional.

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