A Petrobras saiu como grande protagonista do novo leilão de áreas para exploração de petróleo e gás realizado nesta quarta-feira (7) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A estatal conquistou participação em 19 blocos e respondeu por quase toda a arrecadação do certame, que alcançou R$ 3,005 bilhões em bônus.
No 6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão, a companhia concentrou sua estratégia em duas frentes. Na Bacia de Campos, uma das principais regiões produtoras de petróleo do país, arrematou sozinha 12 blocos. Na Bacia do Ceará, entrou em parceria com a QatarEnergy para conquistar outras sete áreas em águas ultraprofundas.
As áreas cearenses fazem parte da Margem Equatorial, região que ganhou destaque nos planos de expansão da exploração de petróleo no Brasil.
A Petrobras também foi responsável pelo maior ágio registrado no leilão: 3.523% em um dos blocos disputados. Considerando as áreas conquistadas, a estatal desembolsou R$ 2,943 bilhões em bônus.
R$ 1,58 bilhão em investimentos
Ao todo, 49 blocos foram arrematados durante o certame. A ANP havia colocado à disposição 308 blocos exploratórios e cinco áreas de acumulação marginal, distribuídos por 22 setores de nove bacias sedimentares.
Segundo os dados divulgados pela agência reguladora, os contratos deverão garantir investimento mínimo de R$ 1,582 bilhão nos próximos sete anos, durante a etapa de exploração.
A disputa ficou concentrada principalmente na Bacia de Campos. No setor SC-AUP1, cinco dos oito blocos oferecidos tiveram concorrência entre a Petrobras e o consórcio formado pela Total e pela QatarEnergy. No fim, a estatal brasileira ficou com todos os oito.
A Petrobras também conquistou os blocos CM-111, CM-159 e CM-214, no setor SC-AP1, e o CM-352, no SC-AUP2.
Já o setor SC-AP3 não recebeu propostas.
Petrobras se une à QatarEnergy no Ceará
Na Bacia do Ceará, a estratégia foi diferente. A Petrobras formou um consórcio com 70% de participação, enquanto a QatarEnergy ficou com os 30% restantes.
As duas companhias conquistaram o bloco CEM-665, localizado no setor SCE-AP3, além de outros seis blocos no setor SCE-AP2.
Com isso, a Petrobras ampliou sua presença exploratória para uma área ainda pouco conhecida em águas ultraprofundas da Margem Equatorial.
Nem todas as regiões despertaram interesse das petroleiras. Os setores oferecidos nas bacias do Espírito Santo, com áreas em águas profundas, e de Santos, em águas rasas, terminaram sem propostas.
Outras petroleiras também avançam
Apesar do domínio da Petrobras em valores, empresas menores também tiveram participação relevante no leilão.
A Aguila foi um dos destaques, conquistando diferentes blocos exploratórios e áreas de acumulação marginal. Na Bacia Potiguar, levou seis das sete áreas arrematadas no setor SPOT-T4. A PetroReconcavo ficou com a outra.
A Aguila também conquistou os dois blocos ofertados em Tacutu e áreas na Bacia do Recôncavo.
Na Bacia do Parnaíba, a Eneva arrematou seis blocos sem concorrência, enquanto a Petrom conquistou uma área. Em Tucano Sul, a Origem levou quatro blocos, a Alvopetro ficou com três e a Tucano Serviços conquistou um.
Nas áreas de acumulação marginal, a Aguila ficou com Graúna, na Bacia Potiguar, e Lagoa Branca, em Tucano Sul. A Alvopetro arrematou Sabaúma Mirim.
Somente essas áreas de acumulação marginal renderam R$ 1,594 milhão em bônus e têm previsão de R$ 4,5 milhões em investimentos.







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