Parece que o prefeito Eduardo Paes pode dar atenção a imóveis antigos do Centro do Rio, ainda mais depois da região registrar dois desmoronamentos em um mês, o último com vítima fatal.
Enquanto o vereador e presidente da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara do Rio, Pedro Duarte (Novo), alterou a data da audiência pública ‘A situação dos imóveis abandonados no Rio’, que aconteceria dia 31 para o dia 24 de abril, após o prefeito telefonar e “pedir mais uns dias”, Paes anunciou que desapropriará casarões abandonados do Centro e a Prefeitura arcará com as obras e restaurações na manhã desta sexta-feira.
Mas, na promessa feita durante a abertura da 1ª edição do GRI Rio 2025, um evento voltado para o mercado imobiliário, o prefeito não deu detalhes se, na prática, contemplará todas as regiões da cidade que atualmente possuem risco de cair.
Para obter a verba, a finalidade para o imóvel tem que ser residencial ou mista, com projeto sustentável. Porém, a iniciativa deve contar com ‘pontos cegos’ já que há partes do próprio Centro que não atrai moradia com facilidade.
Uma delas é a temida área da Central do Brasil, onde está localizada a rua do último incidente grave, quando um imóvel comercial ruiu em cima do carro onde estava a vítima. Por ser comercial e em atividade, o endereço em questão não poderia contar com o financiamento a princípio.
O gabinete de Duarte vem, desde 2021, mapeando imóveis e produziu quatro relatórios sobre o assunto. Ao todo, foram 783 endereços de edificações públicas vistoriadas em vários bairros da cidade, sendo que 107 estavam vazios, 109 subutilizados e 112 não encontrados ou demolidos.





