O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), reagiu a uma campanha nas redes sociais que defende a demissão de trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em vídeos publicados na internet, empresários e influenciadores pedem boicote a pessoas identificadas com a esquerda e sugerem dispensar funcionários por suas escolhas políticas.
Em resposta à iniciativa, Marinho gravou um vídeo para repudiar as manifestações e afirmou que o governo federal atuará para proteger os trabalhadores contra práticas discriminatórias no ambiente profissional.
O ministro também orientou quem sofrer ameaças, intimidação ou discriminação a procurar o sindicato da categoria ou os canais do governo para denunciar os casos.
Lei proíbe discriminação no emprego
Ao comentar a campanha, Luiz Marinho citou a Lei nº 9.029/1995, que proíbe práticas discriminatórias para fins de acesso ou manutenção da relação de trabalho.
A legislação estabelece restrições a práticas discriminatórias no mercado de trabalho. A iniciativa de empresários e influenciadores de defender demissões motivadas pelo voto dos funcionários levantou o debate sobre a proteção dos trabalhadores diante de perseguições por posicionamento político.
O ministro afirmou que o governo está disponível para receber denúncias e tomar medidas em defesa dos profissionais que enfrentarem esse tipo de situação.
Governo orienta trabalhadores a denunciar intimidações
Em declaração à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Marinho reforçou a orientação para que os trabalhadores procurem apoio caso sejam alvo de discriminação ou pressão no local de trabalho.
“Estou orientando o trabalhador a procurar o sindicato ou mesmo o governo, caso sofra qualquer tipo de discriminação ou intimidação no ambiente de trabalho”, afirmou o ministro.
A manifestação ocorre após a circulação de vídeos nas redes sociais que incentivam o boicote a eleitores de Lula e defendem a demissão de funcionários por suas escolhas nas urnas. Marinho reiterou que o governo pretende atuar na proteção dos direitos dos trabalhadores diante de denúncias desse tipo.







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