O mercado financeiro passou a esperar uma Selic menor no fim de 2026, mas também uma inflação um pouco mais alta. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (21), a projeção para a taxa básica de juros caiu de 13,75% para 13,50% ao ano, enquanto a estimativa para o IPCA subiu de 4,90% para 4,92%.
A mudança na previsão para os juros ocorre cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A nova projeção indica que os analistas consultados pelo Banco Central esperam pelo menos mais uma redução dos juros até o fim deste ano.
Para 2027, a expectativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano. A previsão também não mudou para 2028, em 10,50%, e para 2029, em 10%.
Inflação sobe na projeção para 2026
A previsão do mercado para o IPCA, considerado a inflação oficial do país, passou de 4,90% para 4,92% em 2026.
Para 2027, a estimativa permaneceu em 4,30%. Para 2028, continuou em 3,80%, enquanto a projeção para 2029 ficou em 3,50%.
O mercado também revisou para cima a previsão para o IGP-M em 2026, de 4,54% para 4,73%. Para 2027, a estimativa ficou em 4,11%. Em 2028, permaneceu em 3,92%, enquanto para 2029 caiu de 3,83% para 3,81%.
PIB tem nova redução na previsão
A expectativa para o crescimento da economia brasileira também piorou. O mercado reduziu de 1,89% para 1,88% a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
Foi a segunda semana consecutiva de revisão para baixo. Para 2027, a estimativa caiu de 1,45% para 1,43%, também na segunda redução seguida.
Para 2028, a projeção permaneceu em 1,87%. Para 2029, ficou em 2%.
Dólar
As expectativas para o câmbio permaneceram praticamente estáveis. A previsão para o dólar no fim de 2026 continuou em R$ 5,20.
Para 2027, a estimativa ficou em R$ 5,28. Para 2028, permaneceu em R$ 5,30 e, para 2029, em R$ 5,36.
O que muda com a Selic
A Selic é a principal taxa utilizada pelo Banco Central para influenciar o comportamento da inflação. Quando os juros estão elevados, o crédito tende a ficar mais caro, o que pode reduzir o consumo e os investimentos.
Já a queda da taxa básica pode facilitar o acesso ao crédito e estimular a atividade econômica. Os juros efetivamente cobrados por bancos e financeiras, porém, também dependem de fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem das instituições.







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