Lula tem 47% e Flávio 43% no 2º turno, aponta Datafolha

Pesquisa indica estabilidade no confronto direto entre os dois principais pré-candidatos, separados por apenas quatro pontos

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A nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) mostra que a corrida presidencial de 2026 permanece fortemente polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Embora Lula mantenha a liderança, o cenário mais competitivo segue sendo o segundo turno, onde a diferença entre os dois permanece em apenas quatro pontos percentuais.

No confronto direto, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 43%. O resultado repete o levantamento anterior e reforça a estabilidade da disputa, mesmo após semanas marcadas por novos desdobramentos do caso Banco Master.

Rejeição continua alta

Outro dado que chama atenção é o elevado índice de rejeição dos dois principais nomes da disputa.

Segundo o Datafolha, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente nesse quesito, com 48% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Lula registra 46%.

Os números revelam que ambos chegam à pré-campanha carregando níveis elevados de resistência eleitoral, um fator que pode limitar o crescimento dos candidatos e tornar a disputa ainda mais dependente da capacidade de conquistar eleitores indecisos e moderados.

Liderança no primeiro turno

No cenário mais provável de primeiro turno, Lula mantém vantagem confortável sobre os adversários.

O presidente alcança 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 31%.

Bem atrás dos dois líderes surgem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%. Romeu Zema (Novo), Aécio Neves (PSDB), Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante) registram entre 2% e 3%.

Os demais pré-candidatos aparecem com índices inferiores.

Caso Master atinge os dois lados

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de junho, período em que o escândalo envolvendo o Banco Master continuava produzindo efeitos no cenário político.

Nos meses anteriores, Flávio Bolsonaro havia sido atingido pela repercussão do chamado caso “Dark Horse”, relacionado ao pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

Agora, a investigação também alcança o campo governista. Durante a coleta dos dados, a Polícia Federal realizou operação que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. O parlamentar nega irregularidades.

Por ter sido realizada justamente durante esse período, a pesquisa capta apenas parte dos possíveis impactos políticos do novo capítulo da investigação.

Polarização permanece

A pesquisa espontânea reforça a consolidação da polarização.

Sem apresentação prévia de nomes, Lula lidera com 30% das citações, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 17%.

Os demais pré-candidatos registram índices muito inferiores, indicando que a disputa nacional continua concentrada entre os dois principais grupos políticos do país.

Perfis distintos de eleitorado

O levantamento também mostra que cada candidato mantém bases eleitorais bastante definidas.

Lula apresenta melhor desempenho entre eleitores de menor renda, menos escolarizados, nordestinos, pretos e integrantes da comunidade LGBTQIA+.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, registra maior apoio entre empresários, eleitores de renda mais alta, evangélicos e moradores da Região Sul.

Entre as mulheres, segmento considerado decisivo para a eleição, Lula mantém vantagem significativa. O mesmo ocorre entre donas de casa e estudantes.

Embora Lula continue liderando tanto no primeiro quanto no segundo turno, os números indicam que a eleição permanece aberta.

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