Katie Zacharia deixa cargo de porta-voz de Trump após cinco dias, diz imprensa dos EUA

Saída foi noticiada com base em fontes da Casa Branca; governo ainda não havia confirmado a informação

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Katie Zacharia deixou o cargo de secretária de imprensa da Casa Branca nesta sexta-feira (16), menos de uma semana depois de assumir a função, segundo veículos de comunicação dos Estados Unidos. As informações foram atribuídas a fontes do governo, mas ainda não haviam sido confirmadas oficialmente até a última atualização da reportagem.

O presidente Donald Trump afirmou que pediu a Zacharia que reconsiderasse a permanência no posto, um dos principais cargos de comunicação do governo. “Talvez o cargo não seja para ela”, disse o presidente, que havia escolhido a porta-voz.

Zacharia substituiu Karoline Leavitt, que deixou a função para se dedicar à família. Ex-comentarista da Fox News, a nova secretária ficou apenas cinco dias no cargo.

Estreia marcada por dificuldades

A primeira e única coletiva de imprensa de Zacharia ocorreu na terça-feira (13). Ela respondeu brevemente a perguntas de três jornalistas, mas não conseguiu responder a uma delas. O encontro durou cerca de 15 minutos, enquanto coletivas da Casa Branca podem se estender por mais de uma hora.

A atuação chamou atenção e foi seguida por questionamentos sobre as credenciais profissionais da porta-voz. Zacharia era apresentada por Trump como advogada, além de ter se descrito dessa forma em redes sociais e programas de televisão.

Na quinta-feira (15), porém, ela admitiu que não foi aprovada no exame necessário para exercer a advocacia nos Estados Unidos. Em entrevista à Fox News, o apresentador Sean Hannity perguntou se ela havia feito a prova, mas não passado. Zacharia confirmou.

Questionamentos sobre credenciais

Formada em Direito pela Universidade Pepperdine em 2011, Zacharia afirmou ter trabalhado como advogada em um escritório em Pequim, onde viveu após a transferência do marido para a China. O diploma, no entanto, não habilita automaticamente alguém a exercer a profissão nos Estados Unidos.

As dúvidas sobre sua situação profissional aumentaram depois que ela deu uma resposta vaga sobre o local em que teria sido aprovada no exame da ordem. Na quarta-feira (14), a organização de ética política Campaign for Accountability pediu que a Ordem dos Advogados da Califórnia investigasse o caso.

“Na Califórnia, intitular-se advogado sem licença não é um exagero; é crime”, afirmou a entidade em comunicado. Até a última atualização, não havia informação sobre o andamento de uma eventual investigação.

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