O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de transmitir ao vivo a execução por fuzilamento do ex-major do Exército Nidal Malik Hasan, marcada para 3 de dezembro. Nesta quinta-feira (15), Trump afirmou que mudou de ideia porque muitas pessoas prefeririam não assistir à morte do condenado.
Em declaração, o republicano disse que a transmissão poderia funcionar como um fator de dissuasão, ao mostrar como os Estados Unidos lidam com terroristas. Apesar da mudança, ele confirmou que a execução será realizada conforme o previsto.
“Muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer”, afirmou Trump ao justificar a decisão. O presidente havia autorizado a execução em 5 de outubro, conforme informou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.
Transmissão foi defendida pelo secretário de Defesa
A possibilidade de exibir o fuzilamento publicamente havia sido mencionada pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, em 8 de outubro. Em entrevista ao canal Real America’s Voice, ele afirmou que o Exército garantiria a transmissão, mas não esclareceu se ela ocorreria pela televisão ou pela internet.
A definição sobre o formato caberia ao Pentágono. Na mesma ocasião, o vice-presidente J.D. Vance disse que ainda não tinha certeza sobre a realização da transmissão.
A legislação militar norte-americana exige autorização presidencial para a execução de militares e ex-militares. Hasan foi condenado à morte por um tribunal militar em 2013, após ser considerado culpado por homicídios e tentativas de homicídio premeditados.
Quem é Nidal Hasan
Nidal Malik Hasan era major do Exército dos Estados Unidos e trabalhava como psiquiatra militar. Em 5 de novembro de 2009, ele matou 13 pessoas e deixou dezenas de feridos durante um ataque à base militar de Fort Hood, no Texas.
Doze das vítimas fatais eram militares, assim como 30 dos feridos. O ataque ocorreu em um centro de preparação de soldados, onde Hasan entrou armado e disparou contra pessoas que estavam no prédio e tentavam fugir.
O tiroteio terminou após uma troca de tiros com policiais. Hasan foi atingido no peito e ficou paralisado da cintura para baixo, passando a usar cadeira de rodas.
Condenação à morte ocorreu em 2013
Durante o julgamento em corte marcial, Hasan admitiu ser o autor dos disparos e optou por se representar, sem apresentar uma defesa tradicional. Ele não chamou testemunhas nem fez alegações finais, limitando-se a reconhecer a autoria dos tiros.
Em 2013, o júri militar o considerou culpado de 45 acusações e determinou a pena de morte. A sentença também estabeleceu sua expulsão do Exército e a perda de pagamentos e benefícios militares.







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