Irã amplia ofensiva e ataca bases militares dos EUA em 4 países do Oriente Médio

Teerã lança mísseis e drones contra instalações militares no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque após nova onda de bombardeios dos EUA e aumenta tensão no Estreito de Ormuz

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O Irã lançou uma série de ataques contra instalações militares dos Estados Unidos em diferentes pontos do Oriente Médio entre terça-feira (1º) e esta quarta-feira (2), em uma nova escalada do confronto entre Teerã e Washington. A ofensiva iraniana atingiu ou teve como alvo bases no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque, segundo autoridades iranianas e dos países envolvidos.

Os ataques foram uma resposta à nova rodada de bombardeios promovida pelos Estados Unidos contra alvos iranianos, principalmente na região do Estreito de Ormuz. O episódio representa a maior troca de ataques entre os dois países desde julho e volta a elevar o risco de ampliação do conflito para outras nações da região.

A tensão também chegou às rotas de transporte de petróleo. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quarta-feira que dois petroleiros explodiram depois de atingirem minas navais no Estreito de Ormuz. Até a divulgação da informação, porém, não havia confirmação independente sobre a versão iraniana para o incidente.

Mísseis e drones contra bases dos EUA

No Kuwait, a Guarda Revolucionária afirmou ter lançado mísseis e drones contra a base aérea Ali Al Salem entre terça e quarta-feira. Segundo Teerã, estruturas ligadas à operação de drones e instalações usadas para alojamento de um comandante estadunidense estavam entre os alvos.

Autoridades kuwaitianas também relataram um incêndio em um complexo residencial na capital após o local ser atingido por um drone. Equipes de emergência controlaram as chamas e, segundo as informações divulgadas pelo país, não houve vítimas.

No Bahrein, a mídia estatal iraniana classificou a operação contra uma base dos EUA como um ataque “em larga escala” com drones e mísseis. O governo bareinita informou que suas defesas aéreas destruíram drones iranianos durante a ofensiva.

A Jordânia também entrou na rota dos ataques. As Forças Armadas do país disseram que 13 mísseis balísticos iranianos violaram seu espaço aéreo. Dez foram interceptados pelos sistemas de defesa e três caíram em áreas remotas. Não houve registro de mortos ou feridos, segundo as autoridades jordanianas.

No Iraque, a Guarda Revolucionária anunciou um “ataque combinado” de mísseis e drones contra instalações estadunidenses em Erbil.

Bombardeios dos EUA antecederam retaliação

A ofensiva iraniana ocorreu após forças estadunidenses realizarem novos bombardeios contra instalações militares do Irã. O Comando Central dos Estados Unidos informou que foram atingidos alvos ligados à Guarda Revolucionária, incluindo sistemas de defesa aérea, radares, estruturas marítimas, instalações de comunicação e capacidades relacionadas ao lançamento de minas.

A escalada ganhou ainda mais força depois de autoridades iranianas acusarem os Estados Unidos de atingir uma área residencial onde ocorria uma festa de casamento. Há divergências nas informações divulgadas sobre o número de vítimas, mas fontes internacionais confirmam relatos de mortes e feridos no episódio.

A sucessão de ataques amplia a preocupação de que bases dos EUA instaladas em outros países do Oriente Médio sejam arrastadas diretamente para o confronto entre Washington e Teerã.

Irã diz que petroleiros atingiram minas em Ormuz

Em outra frente da crise, a Guarda Revolucionária afirmou nesta quarta-feira que dois petroleiros explodiram e pegaram fogo depois de atingirem minas navais durante a passagem pelo Estreito de Ormuz.

Segundo comunicado iraniano, os dois navios “pediram ao Exército dos Estados Unidos para transitar por uma rota ilegal”, colidiram com as minas “e explodiram”. A nota acrescentou que as embarcações ficaram “em chamas”.

Teerã não divulgou inicialmente a identidade dos navios, suas bandeiras, a localização exata do suposto incidente ou informações sobre possíveis vítimas.

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