Interpol inclui Carla Zambelli na lista de procurados internacionais a pedido do STF

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (4) e acompanha a determinação de prisão preventiva da parlamentar

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi incluída na lista de difusão vermelha da Interpol, que reúne foragidos procurados internacionalmente, a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada nesta quarta-feira (4) e acompanha a determinação de prisão preventiva da parlamentar, além do bloqueio de seus bens. As informações são da Folha de São Paulo.

Com a inclusão na lista, Zambelli pode ser detida em qualquer um dos 196 países que integram a Interpol. A medida foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) após a deputada anunciar, na terça-feira (3), que deixou o país. A saída ocorre menos de um mês após ela ter sido condenada por unanimidade pela Primeira Turma do STF a dez anos de prisão.

A PGR afirmou que o pedido de prisão não tem como objetivo antecipar o cumprimento da pena, mas sim garantir a aplicação da lei penal. O bloqueio de bens atinge passaportes, salário parlamentar, contas bancárias, veículos, imóveis, embarcações e aeronaves em nome da deputada.

Além disso, Moraes determinou que as redes sociais Gettr, Meta, LinkedIn, TikTok, X (antigo Twitter), Telegram e YouTube excluam os perfis de Zambelli em até duas horas. Caso publique em contas próprias ou de terceiros, será aplicada multa diária de R$ 50 mil.

Nos últimos anos, a Interpol rejeitou pedidos semelhantes feitos pelo Brasil para incluir figuras ligadas ao bolsonarismo, como os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio. Em ambos os casos, a organização internacional alegou falta de elementos que justificassem a inserção na lista, como inconsistências nas acusações ou a existência de pedidos de asilo político.

Allan dos Santos teve prisão decretada em 2021 por lavagem de dinheiro, organização criminosa e incitação ao crime, mas não foi incluído na lista por decisão da Interpol em 2022. Já Oswaldo Eustáquio foi alvo de mandado por suposta participação nos atos de vandalismo em Brasília, em dezembro de 2022, quando bolsonaristas radicais incendiaram ônibus e tentaram invadir a sede da Polícia Federal.

Segundo ofício da Polícia Federal enviado ao gabinete de Moraes, a Interpol não inclui na difusão vermelha indivíduos com pedido de refúgio ou asilo em trâmite em outros países.

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