O Banco Central divulga nesta terça-feira (11) a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que decidiu reduzir a Selic de 14,25% para 14% ao ano. O corte, anunciado na semana passada, foi o quarto consecutivo desde o início do ciclo de flexibilização monetária, em março.
A taxa de 14% é a menor desde o início de 2025. No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom evitou antecipar o que poderá fazer nas próximas reuniões e afirmou que novas informações serão consideradas antes de cada decisão.
O cenário permanece marcado por incertezas, incluindo os efeitos da guerra no Oriente Médio, as eleições brasileiras e os riscos relacionados ao El Niño. Por isso, o colegiado destacou uma postura de “serenidade e cautela” na condução da política monetária.
Inflação e atividade entram no radar
O comunicado do Banco Central apontou uma melhora recente em alguns indicadores de inflação. O IPCA de junho registrou alta de 0,16%, enquanto o IPCA-15 de julho avançou 0,06%. Segundo o BC, os resultados trouxeram surpresas favoráveis, principalmente nos indicadores considerados subjacentes.
O mercado de trabalho também apresentou sinais que reforçaram a percepção de uma desaceleração gradual da economia. Dados do Novo Caged sobre a geração de empregos formais contribuíram para uma avaliação mais positiva sobre a atividade.
Apesar disso, o Banco Central ressaltou que a inflação cheia ainda está acima do limite superior da meta, enquanto as expectativas para períodos mais longos continuam desancoradas em relação à meta de 3%.
Mercado acompanha decisão de setembro
A ata também é aguardada por analistas para esclarecer como o Copom está equilibrando a desaceleração da atividade econômica e a preocupação com as expectativas de inflação. O próximo encontro do colegiado está marcado para setembro, quando uma nova decisão sobre a Selic será anunciada.
Parte do mercado trabalha com a possibilidade de mais uma redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 13,75%. Outra parcela dos analistas espera que o Banco Central mantenha a Selic em 14%.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e os demais integrantes do Copom também terão de avaliar os riscos associados ao cenário internacional, à atividade econômica e à inflação antes de definir os próximos passos.
A expectativa é que o documento divulgado nesta terça-feira ajude o mercado financeiro a identificar se ainda existe espaço para novos cortes ou se o ciclo de redução dos juros está próximo do fim.







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