O número de mortos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) subiu para 132, enquanto equipes de emergência continuam as buscas e a avaliação dos estragos provocados em diferentes regiões do país. Ao menos 570 pessoas ficaram feridas, segundo balanço preliminar divulgado pela Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales).
A nova atualização amplia a dimensão da tragédia, que já provocou desabamentos, atingiu hospitais, interrompeu serviços essenciais e levou à suspensão das operações em sete aeroportos.
Cinco das 32 capitais colombianas permanecem em alerta vermelho devido à gravidade dos danos: Pereira, Cali, Quibdó, Manizales e Armenia.
Como as equipes ainda realizam buscas e levantamentos nas regiões atingidas, o balanço de vítimas pode sofrer novas alterações.
Pereira tem 60 mortos
Pereira concentra o maior número de mortes registrado até agora. São 60 vítimas, além de dois edifícios que desabaram e pessoas que ficaram presas no sistema de cabos.
O Aeroporto Internacional Matecaña permanece fechado após sofrer danos no teto. Pelo menos 20 residências também foram atingidas na cidade.
Cali aparece entre as áreas mais afetadas, com 15 mortos e 380 feridos. Segundo o levantamento divulgado, 20 estruturas desabaram, três vias foram atingidas e dez hospitais ficaram fora de serviço.
Em Quibdó, foram contabilizados oito mortos e 36 feridos. Seis pessoas estavam presas nos escombros e quatro menores permaneciam desaparecidos após o desabamento de uma escola. Ao menos 40 casas foram destruídas.
Manizales registra quatro mortes, 17 edifícios destruídos e outros 19 parcialmente danificados. Uma torre da Catedral Basílica Metropolitana também foi atingida.
Já Armenia contabiliza 67 feridos, cinco edifícios destruídos e outros 40 com danos estruturais.
Sete aeroportos fechados
Os efeitos do terremoto também atingiram a infraestrutura de transporte e serviços públicos.
Sete aeroportos tiveram as operações suspensas: Pereira, Manizales, Cali, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura.
Também foram registrados danos em hospitais, estradas, sistemas de transporte e redes de abastecimento de água, energia elétrica e telecomunicações.
Bogotá colocou aproximadamente 100 profissionais de resgate à disposição das regiões afetadas. A capital também deverá enviar engenheiros estruturais para Pereira, Cali e Quibdó.
Medellín ativou protocolos para prestar apoio às áreas atingidas.
Tragédia desafia novo governo
O terremoto ocorreu apenas três dias depois da posse de Abelardo de la Espriella na Presidência da Colômbia.
O novo presidente assumiu o cargo na sexta-feira (7) com uma agenda que prevê redução do tamanho do Estado e maior controle das contas públicas. A dimensão da tragédia, porém, colocou a resposta à emergência no centro das primeiras decisões do governo.
De la Espriella convocou um comitê para coordenar as ações nas regiões afetadas e determinou a mobilização de equipes para localizar vítimas, avaliar a segurança das estruturas e prestar assistência à população.
“Meu apelo hoje é pela unidade inabalável da nação”, afirmou o presidente.
A reconstrução das áreas atingidas deverá representar um desafio adicional para as contas públicas colombianas.
Segundo os dados apresentados, o déficit fiscal da Colômbia alcançou 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, enquanto a previsão citada para este ano chega a 7,8%.
Reconstrução será novo desafio
Além das 132 mortes e centenas de feridos, os levantamentos preliminares mostram danos em residências, hospitais, centros educacionais, aeroportos e estradas.
O governo terá de conciliar as medidas de contenção de gastos defendidas pelo novo presidente com a necessidade imediata de liberar recursos para atender às vítimas e recuperar a infraestrutura destruída.
As autoridades continuam avaliando a extensão dos danos, enquanto equipes trabalham nas regiões mais atingidas. Diante das buscas ainda em andamento, o número de mortos e feridos poderá ser novamente atualizado.







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