O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou o encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado neste domingo na Malásia. Pelas redes sociais, Motta destacou que a reunião representa um gesto de maturidade política e de respeito à diplomacia.
“Cumprimento os presidentes Lula e Donald Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a História agradece. Foi assim nas grandes viradas do mundo, sempre pela palavra, nunca pelo silêncio. A Câmara continua à disposição de nossa diplomacia, votando assuntos importantes sobre o tema e comprometida em servir ao país”, escreveu o deputado.
O encontro entre os dois presidentes começou às 15h30, no horário local — 4h30 em Brasília —, no Centro da Cidade de Kuala Lumpur (KLCC), e teve duração de cerca de 50 minutos. A Secretaria de Comunicação da Presidência já havia confirmado a reunião na véspera.
Encontro bilateral e repercussão no Senado
Lula foi acompanhado pelo chanceler Mauro Vieira, pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e pelo diplomata Audo Faleiro, da equipe do assessor especial Celso Amorim. Do lado americano, participaram o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante do Comércio, Jamieson Greer.
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão Temporária Externa para Interlocução sobre Relações Econômicas Brasil–Estados Unidos, avaliou o encontro como um marco positivo na reaproximação entre os dois países. Segundo ele, a reunião “representa um ponto de inflexão importante no fortalecimento das relações bilaterais”.
Trad lembrou que um grupo de senadores brasileiros visitou recentemente Washington para buscar apoio de congressistas americanos à retomada do diálogo. Ele afirmou que a disposição de Trump em negociar acordos equilibrados e o movimento de parlamentares americanos pela revogação de tarifas comerciais demonstram a relevância da diplomacia parlamentar.
“A política externa deve servir ao desenvolvimento do país e não a extremos ideológicos ou conveniência de governos”, declarou o senador.






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