O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o chanceler Mauro Vieira se reunirá nesta quinta-feira (16) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em Washington, para tratar das tarifas comerciais impostas pelos norte-americanos e das sanções aplicadas a autoridades brasileiras.
Durante evento no Rio de Janeiro, em comemoração ao Dia do Professor, Lula comentou de forma bem-humorada a recente conversa telefônica com Donald Trump, na qual o republicano havia dito que havia “química” entre os dois. O presidente brasileiro respondeu à provocação com ironia: “Não foi química, foi uma indústria petroquímica”.
Humor na diplomacia
Lula relatou que usou o tom descontraído como forma de aproximação com o ex-presidente americano. Segundo ele, a semelhança de idade serviu de gancho para o diálogo. “Eu falei: ‘Presidente, queria uma conversa sem liturgia. Estou fazendo 80 anos hoje, você vai fazer dia 14 de julho, sou oito meses mais velho que você. Então vamos nos tratar por você’. E comecei a falar o que achava que tinha que falar”, contou.
O petista lembrou que os dois estavam “de mal” desde o período de tensões diplomáticas, mas que a conversa recente abriu caminho para um entendimento. “Quando fui falar com o Trump, eu não o conhecia, a gente estava de mal. Tinha gerado uma química na ONU. E agora, não foi química, foi uma indústria petroquímica”, disse, arrancando risos da plateia.
Negociações e próximos passos
A reunião entre Mauro Vieira e Marco Rubio será o primeiro movimento formal para tentar resolver o impasse tarifário entre os dois países. Lula afirmou que a “relação humana é química” e que a diplomacia precisa de diálogo franco. Segundo O Globo, o encontro em Washington também deve abordar as sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras e discutir a retomada de acordos bilaterais.
Há expectativa de que Lula e Trump possam se encontrar pessoalmente ainda neste mês, durante a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia.
Anúncio para professores
As declarações de Lula ocorreram durante o lançamento da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB), no Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, no Rio. O novo documento, apresentado junto ao ministro da Educação, Camilo Santana, permitirá que professores tenham acesso facilitado a benefícios como descontos em cinemas, teatros, shows e plataformas culturais, além de vantagens em empresas como Ifood, Decolar, Samsung, Amazon e redes de farmácias.
De acordo com o Ministério da Educação, os profissionais poderão solicitar a CNDB por meio da plataforma Mais Professores, com login na conta gov.br. O documento será válido por dez anos e exige CPF regular e comprovação de vínculo ativo com uma instituição de ensino.
O governo também estuda ampliar os benefícios do programa para incluir facilidades financeiras, como cartões de crédito com condições especiais e hospedagem com tarifas reduzidas.
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