‘Não tenho como viver’, diz mãe de jovem sequestrado há 12 dias na Baixada

Kaik Alberto, de 18 anos, foi levado por homens armados em um Argo branco enquanto jogava bola com amigos e o irmão em Paracambi

Familiares e amigos de Kaik Alberto e Silva, de 18 anos, organizaram uma manifestação, na tarde deste sábado (18), para cobrar respostas das autoridades sobre o paradeiro do jovem, desaparecido após um sequestro em Paracambi, na Baixada Fluminense.  Neste domingo (19), a família completa uma semana e cinco dias sem informações sobre o caso.

Kaik foi visto pela última vez na noite do dia 8 de abril, enquanto jogava bola com amigos e o irmão em uma quadra no bairro BNH. Segundo parentes, homens armados chegaram ao local em um carro branco, modelo Argo, e levaram o jovem à força. Desde então, não houve mais contato.

Sem retorno das autoridades, a mãe, Renata Cristina de Freitas, relata a falta de informações e a dificuldade em acompanhar o caso. Segundo ela, o caso foi encaminhado à Delegacia de Niterói, distante de onde o crime ocorreu. 

“E o tempo vai passando, os dias, e é pior, sabe? Eu tenho esperança que ele vai aparecer, que alguém deve ter achado ele machucado e está cuidando. Eu tenho esperança. Ele não vai morrer não”, disse à Agenda do Poder.

Kaik Alberto e Silva é o filho mais novo do casal – Crédito: Arquivo pessoal

Manifestação

Em busca de respostas, os parentes e amigos do jovem organizaram um ato no fim da tarde deste sábado. A manifestação ocorreu na quadra sintética, mesmo local onde o jovem foi levado pelos criminosos, a 100 metros da casa onde ele vivia com a mãe e o irmão, de 19 anos. 

Caçula dos irmãos, Kaik havia se alistado e estava ansioso para ingressar no serviço militar. A mãe também havia ajudado com entrega de currículos nas semanas anteriores ao desaparecimento. 

“O irmão dele ajudou ele a se alistar e todo dia ele perguntava: ‘Mãe, mãe, o quartel, mãe, vai me chamar, não?’ Porque ele não entendia que tinha que esperar”, lembra Renata. 

Desde o sequestro, a família mantém buscas por conta própria e pretende ampliar as ações nos próximos dias. “Eu não vou parar. Segunda-feira a gente vai em outros lugares. Eu quero achar meu menino”, completou.

Em um comunicado divulgado nas redes sociais, parentes e amigos reforçam a mobilização e cobram providências. “Não vamos nos calar. Não vamos desistir. Precisamos de respostas, precisamos de ação. Um crime dessa gravidade não pode cair no esquecimento”, diz o texto.

Investigações

O caso foi registrado pelos familiares na 51ª DP (Paracambi). Segundo a família, a ocorrência teria sido encaminhada posteriormente para uma delegacia em Niterói. No entanto, a Polícia Civil informou que a investigação segue sob responsabilidade da 51ª DP (Paracambi).

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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