Haddad elogia diplomacia brasileira e se diz otimista sobre conversa com os EUA ‘independentemente do negociador’

Ministro afirma que relação entre Lula e Trump é pragmática, sem viés ideológico, e que o Brasil confia no diálogo para resolver impasses

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (7) que o governo brasileiro não pretende alterar sua estratégia de relação com os Estados Unidos, mesmo diante da recente designação do senador Marco Rubio como interlocutor do governo Donald Trump para tratar de temas bilaterais com o Brasil. Segundo Haddad, a política de aproximação adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva “tem dado certo” e continuará pautada pelo diálogo e pelo pragmatismo.

As declarações foram dadas durante o programa “Bom Dia, Ministro”, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Relação pragmática e sem viés ideológico

Haddad destacou que o presidente Lula tem buscado uma reaproximação com os Estados Unidos em bases não ideológicas, priorizando os interesses econômicos e diplomáticos do Brasil. Ele afirmou que a política externa brasileira tem sido conduzida com equilíbrio, buscando manter o diálogo aberto tanto com Washington quanto com outras potências.

“O presidente Lula busca uma reaproximação com os EUA que não é ideológica”, afirmou. Segundo o ministro, o Brasil pretende continuar explorando pontos de convergência em áreas como comércio, investimentos, meio ambiente e cooperação tecnológica.

Diplomacia como ferramenta central

O ministro minimizou o impacto da decisão de Donald Trump de indicar o senador republicano Marco Rubio como principal interlocutor com o governo brasileiro. Para Haddad, a diplomacia do Brasil é sólida e reconhecida internacionalmente, capaz de manter o diálogo com qualquer governo.

“Nós não vamos mudar a estratégia porque a estratégia, na minha opinião, tem dado certo”, declarou. “Estamos tão confiantes nos nossos argumentos, que eles vão se fazer valer, através da nossa diplomacia.”

Haddad ainda ressaltou que, independentemente das circunstâncias políticas nos Estados Unidos, a relação bilateral seguirá sendo construída por meio de canais institucionais. “A nossa diplomacia é uma das melhores do mundo”, disse o ministro, reforçando que o Itamaraty tem sido fundamental na mediação de tensões e na defesa dos interesses nacionais.

Contexto das relações Brasil-EUA

As declarações ocorrem em um momento de transição na relação entre os dois países, após semanas de tensão comercial. Recentemente, Lula e Trump realizaram uma conversa por telefone na qual discutiram temas econômicos e o aumento de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, como aço e alumínio.

O governo brasileiro aposta que o diálogo direto e a atuação diplomática poderão evitar uma escalada no conflito comercial. Haddad, que deve se reunir com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, durante as reuniões do G20 e do Fundo Monetário Internacional em Washington, reforçou que o Brasil seguirá defendendo seus interesses “com serenidade, firmeza e diálogo”.

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