Governo federal mandará comitiva ao Rio e quer reunião com Castro

Após operação mais letal da história do estado, ministros da Justiça e da Casa Civil articulam encontro com o governador para discutir segurança pública

O governo federal decidiu enviar uma comitiva ao Rio de Janeiro e busca um encontro com o governador Cláudio Castro (PL) para discutir a escalada da violência e as consequências da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou mais de 60 mortos. As informações são de Andreia Sadi, no g1.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o grupo será formado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pelo diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad. O objetivo é coordenar ações emergenciais e avaliar possíveis medidas de apoio federal diante da crise no estado.

Governo está à disposição, diz ministro da Justiça

Em nota, Lewandowski afirmou que o governo Lula “está à disposição do governador” e que a prioridade é “restabelecer a normalidade e proteger a população civil”. O ministro destacou ainda que a Força Nacional permanece mobilizada no Rio desde 2023 e segue atuando de forma integrada com as forças locais.

A decisão ocorre em meio a um clima de tensão política entre o Palácio do Planalto e o governo fluminense. Mais cedo, Castro afirmou que o Rio “está sozinho” no enfrentamento ao crime organizado e sugeriu que o Executivo federal havia negado apoio para operações policiais. Fontes ligadas ao Planalto consideraram as declarações uma tentativa do governador de transferir responsabilidades após o alto número de mortes registradas.

Ação mais letal da história do Rio

A operação desta terça-feira (28) mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, com o objetivo de capturar ao menos 100 integrantes do Comando Vermelho. Segundo o Palácio Guanabara, 81 pessoas foram presas, quatro policiais morreram e dezenas de criminosos foram mortos em confrontos. A ação é considerada a mais letal da história do Rio.

Durante a tarde, facções criminosas orquestraram ataques e bloqueios em diversos pontos da Região Metropolitana, paralisando rodovias, incendiando ônibus e espalhando pânico entre os moradores. O governo federal acompanha a situação e deve anunciar novas medidas após a chegada da comitiva à capital fluminense.

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