O setor de saneamento básico está se mobilizando para coletar assinaturas de governadores que representam estados com metade da população brasileira depois de ficar de fora do relatório da regulamentação da reforma tributária no Senado. O objetivo é pressionar contra o texto elaborado pelo relator Eduardo Braga (MDB-AM), argumentando que sua aprovação pode resultar em um aumento de 18% nas contas de água.
Até o momento, segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do Globo, seis governadores assinaram uma carta-manifesto em oposição ao relatório.
Entre eles estão Tarcísio de Freitas, de São Paulo, que lidera o estado mais populoso do país com 46 milhões de habitantes, conforme dados recentes do IBGE; Romeu Zema, de Minas Gerais, com 21,3 milhões de habitantes; Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, com 17,2 milhões; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, com 11,2 milhões; Ronaldo Caiado, de Goiás, com 7,4 milhões; e Walderlei Barbosa, do Tocantins, com 1,6 milhão de habitantes.
Somados, esses estados abrangem uma população de 104,7 milhões de pessoas, representando 49,2% dos 212,6 milhões de brasileiros.
O manifesto reforça a preocupação do setor e dos gestores estaduais com o impacto financeiro que a nova tributação pode gerar para os consumidores, especialmente no acesso a um serviço essencial como o saneamento básico.





