Enquanto o Ministério Público tenta reaver os valores desviados do Fisco fluminense com o cipoal de fraudes das empresas do Grupo Canabrava, o principal gestor da corporação, Rodrigo Luppi, segue firme no circuito Paris-Dakar, comemorando em fotos nas redes sociais sua trajetória até aqui impune no comando da empresa acusada pelo Ministério Público de toda sorte de simulações fiscais fraudulentas e sonegação.
Segundo o intenso trabalho realizado pelo Ministério Público Estadual, as fraudes veem acontecendo há quase 10 anos, mas aumentaram significativamente sob a gestão de Rodrigo Luppi, o qual foi nomeado pela justiça do trabalho como gestor da Usina.
Logo nos primeiros dias de gestão de Rodrigo, a Usina se envolveu no maior caso de adulteração de combustíveis já identificado pela ANP.
A partir de então, a Usina praticamente não produziu mais nada e apenas revende o etano que adquire em outros estados, desta forma fraudando o incentivo fiscal concedido pelo Estado do Rio de Janeiro para fomentar a indústria de Etanol.
Ainda segundo o trabalho do MPE, várias decisões e pareceres determinando o cancelamento do benefício fiscal foram desconsideradas pelos agentes públicos responsáveis. Tendo inclusive na gestão do Governo Sérgio Cabral , a alteração da lei com o único intuito de não cancelar o benefício da usina.
Sobre essa alteração, o Ministério Público em sua peça destacou,
“Em 27/08/2012 este processo foi despachado para o então Secretário da Casa Civil, Regis Fitchner, para análise da minuta (f. 21). De forma extraordinária, dois dias após e sem o necessário parecer jurídico, em 29/08/2012, foi assinado o
Decreto nº 43.739 (vide f. 22/25 do PA), por Sérgio Cabral.”
No extenso relato, o Ministério Publico enfatiza que pratica fraudulenta aumentou sob a gestão de Rodrigo Luppi e que a partir de 2017, a Usina praticamente só comercializa apenas o produto trazido de outros Estados, ou seja, a Usina não produz nenhuma gota de Etanol e tem 100% de sua operação baseada apenas na operação fraudulenta.






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