A transição energética foi tema de um dos debates do Congresso Rio Oil & Gas Energy, realizado no Riocentro, no Rio de Janeiro. O painel “Integração do gás natural, biometano e hidrogênio na transição energética” discutiu como a combinação entre diferentes fontes e tecnologias pode ajudar a garantir mais segurança e flexibilidade ao sistema energético.
O encontro abordou principalmente o uso do hidrogênio misturado ao gás natural em gasodutos já existentes e a integração entre gás natural e baterias em um cenário de crescimento da participação de fontes renováveis, como solar e eólica.
A discussão foi mediada por Antônio Rocha, vice-presidente executivo do Fórum Nacional dos Secretários de Minas e Energia (FNSME), e contou com a participação de Fábio Batista Fernandes Júnior, Lucas Roberti de Oliveira e Meg Montana Kede.
Hidrogênio pode aproveitar rede existente
Um dos assuntos debatidos foi a possibilidade de utilizar os gasodutos existentes para transportar uma mistura de hidrogênio e gás natural. A alternativa é vista como uma forma de aproveitar parte da infraestrutura já instalada enquanto novas soluções para o transporte de hidrogênio são desenvolvidas.
O painel também tratou dos desafios técnicos e regulatórios relacionados à mistura dos dois gases e das perspectivas dessa alternativa dentro do processo de transição energética.
Outro ponto discutido foi a relação entre gás natural e baterias na operação de um sistema elétrico com maior presença de fontes renováveis.
As baterias podem armazenar energia e responder rapidamente às mudanças na oferta e na demanda. O gás natural, por sua vez, pode atuar como fonte complementar em períodos de menor geração de energia solar e eólica.
Integração de diferentes fontes
Para Antônio Rocha, a transição energética precisa considerar a combinação de diferentes fontes e soluções, inclusive com o aproveitamento da infraestrutura disponível no país.
“Hoje, trabalhamos com o conceito de adição energética, que trabalha o somatório de soluções na matriz energética, que possam oferecer uma quantidade maior de energia para mais pessoas”, afirmou.
Segundo ele, a integração entre biometano, hidrogênio e gás natural pode ampliar o alcance das soluções energéticas ao utilizar uma rede de gasodutos já instalada e com presença em diferentes regiões do país.
“O ideal é um mix de biometano, de hidrogênio, de gás natural numa rede que já está instalada e que tem um alcance nacional, para que mais pessoas se beneficiem dessa multiplicidade de fontes”, disse.
O debate reforçou a discussão sobre como diferentes tecnologias podem atuar de forma complementar durante a transição para uma matriz energética com maior participação de fontes renováveis.







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