O risco de falta de energia em dezenas de locais de votação levou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) a pedir ao Governo do Estado a instalação de geradores em 49 escolas da rede estadual. Segundo informa o jornal O Globo, as unidades apresentam problemas de continuidade ou vulnerabilidade no fornecimento elétrico, principalmente em razão de furtos de cabos e fiação.
O pedido foi encaminhado na semana passada, às vésperas do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro. A preocupação da Justiça Eleitoral é evitar que eventuais interrupções comprometam o funcionamento das seções, a iluminação das escolas e a transmissão dos dados das urnas.
Até o momento, três empresas apresentaram propostas para prestar o serviço. Os valores ofertados giram em torno de R$ 1,1 milhão por turno. A Secretaria de Estado de Educação informou, nesta segunda-feira (28), que aguarda parecer da Procuradoria-Geral do Estado antes de definir a empresa responsável pelo fornecimento dos equipamentos.
São Gonçalo e Nova Iguaçu concentram maior número
São Gonçalo lidera a relação elaborada pela Justiça Eleitoral, com dez escolas que necessitam de geradores. Em seguida aparece Nova Iguaçu, com nove unidades. São João de Meriti tem seis escolas na lista e Itaboraí, quatro.
Duque de Caxias e Queimados aparecem com três unidades cada, enquanto Itaguaí e Belford Roxo têm duas escolas em cada município. Cachoeiras de Macacu, Japeri, Magé, Mesquita, Paracambi e Seropédica registram uma unidade cada. Na cidade do Rio, quatro escolas estaduais estão entre os locais considerados vulneráveis.
A mobilização ocorre em um momento de ajustes na estrutura do pleito fluminense. O TRE-RJ informou oficialmente que 277 locais de votação foram alterados em relação às eleições de 2024, por razões que incluem segurança, acessibilidade e questões estruturais. As mudanças atingem cerca de 670 mil eleitores.
TRE-RJ alerta para extrema urgência
Em ofício enviado em 25 de setembro, a diretora-geral do TRE-RJ, Eline Iris da Silva, destacou “a extrema urgência” na instalação dos equipamentos. Segundo o documento, a medida é necessária para assegurar “o pleno funcionamento das seções eleitorais, a iluminação adequada dos locais de votação e a transmissão tempestiva de dados”.
A previsão é de que os geradores permaneçam em operação não apenas nos domingos de votação, mas também nos sábados que antecedem os dois turnos. A medida busca garantir uma fonte alternativa de eletricidade durante toda a preparação dos locais.
No mesmo dia, a secretária estadual de Educação, Luciana Calaça, autorizou a adoção “imediata e prioritária” das providências administrativas necessárias à contratação. A determinação prevê ainda “articulação permanente” com o TRE-RJ para responder a eventuais novos furtos de cabos identificados antes da votação.
Furtos já causaram prejuízo milionário
O problema enfrentado às vésperas das eleições faz parte de uma situação mais ampla na rede estadual de ensino. Desde 2024, 104 escolas ficaram sem energia elétrica devido ao furto de cabos, segundo dados da Secretaria de Educação apresentados anteriormente.
Em algumas unidades, a interrupção chegou a durar até dez meses, afetando aulas e projetos que dependem de computadores, internet e outros equipamentos eletrônicos. A estimativa da pasta é de que os furtos tenham provocado prejuízo de aproximadamente R$ 9,9 milhões no período.
Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, o TRE-RJ também recomenda que os eleitores consultem previamente seus locais de votação. A lista oficial está disponível nos canais da Justiça Eleitoral, e o tribunal alerta que houve mudanças em centenas de endereços no estado.







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