A família de Arthur de Melo Silva, de 11 anos, está mobilizando uma campanha para arrecadar doações de plaquetas para a criança, internada em estado grave no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O menino está hospitalizado após comer um bolo de chocolate. A Polícia Civil investiga se ele foi envenenado.
Nas redes sociais, parentes têm pedido apoio da população e cobrado esclarecimentos sobre o ocorrido. Em uma das publicações, uma familiar afirmou que Arthur permanece intubado e sem alterações em seu quadro clínico, além de defender o aprofundamento das investigações.
“Segue em estado grave, intubado, sem mudanças no quadro. A única coisa que o pai dele quer é que investiguem e que seja feita a justiça. Como ele mesmo disse, todos são suspeitos. O Arthur não pode falar nada agora e só Deus sabe se vai. Então orem também para que a verdade apareça”, escreveu.
Saiba como doar
As doações podem ser realizadas no Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse), na Avenida Henrique Duque Estrada Meyer, e também no Hemorio, localizado na Rua Frei Caneca, no Centro do Rio. O atendimento para coleta ocorre de segunda a sexta-feira.
A doação de plaquetas é feita por meio de um procedimento chamado aférese. Nesse processo, o sangue do voluntário passa por uma máquina que separa apenas as plaquetas e devolve os demais componentes ao organismo. O procedimento dura cerca de uma hora.
Para doar, é necessário apresentar pelo menos 150 mil plaquetas no sangue, condição verificada por exame realizado no próprio Hemorio. Também é preciso ter entre 18 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde e apresentar um documento oficial com foto. Não é necessário estar em jejum.
Investigação sobre a origem do bolo
A 64ª DP (São João de Meriti) apura as circunstâncias que levaram à internação de Arthur. Segundo relato do pai, o menino chegou em casa com um bolo de chocolate na mochila ao retornar da escola na semana passada.
De acordo com a família, o alimento teria sido consumido poucas horas antes de a criança apresentar os primeiros sintomas. O pai contou que estranhou o comportamento do filho naquele dia e também a forma como os pertences estavam organizados na mochila.
Inicialmente, conforme os relatos, Arthur teria dito à madrasta que o bolo havia sido entregue por sua mãe. Posteriormente, a mulher negou a informação.
Após comer o doce, o menino jantou, tomou banho e foi dormir mais cedo do que o habitual. Horas depois, acordou passando mal e precisou ser levado para atendimento médico.






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