A Polícia Civil do Rio de Janeiro inicia nesta terça-feira (9) uma nova etapa da investigação sobre a suspeita de envenenamento de Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, morador da Baixada Fluminense. O caso está sendo conduzido pela 64ª Delegacia de Polícia (São João de Meriti), que começará a colher depoimentos de pessoas ligadas à ocorrência.
O primeiro a ser ouvido será o pai do menino, Ademir, responsável pelo registro da ocorrência. Segundo familiares, Arthur passou mal após consumir um bolo que estaria contaminado por uma substância tóxica.
A principal suspeita é de que a criança tenha ingerido chumbinho, produto utilizado ilegalmente como raticida e frequentemente associado a casos de intoxicação grave.
Menino segue internado em estado grave
De acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde, Arthur permanece internado no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu. O estado de saúde da criança é considerado grave.
Em relato à imprensa, o pai afirmou que o filho apresenta um quadro delicado, mas que vem reagindo ao tratamento médico. Segundo ele, um dos maiores desafios enfrentados pela equipe médica é um intenso inchaço cerebral provocado pela intoxicação.
Ademir também fez um apelo para que as investigações avancem rapidamente e contribuam para esclarecer o que aconteceu com o menino.
Família pede agilidade e justiça
Desde a internação, a mãe de Arthur, Lidiane da Silva, acompanha o filho no hospital. A família afirma viver dias de angústia enquanto aguarda respostas sobre a origem da possível contaminação.
Segundo os parentes, a expectativa é que o trabalho da polícia e os resultados dos exames periciais ajudem a identificar responsabilidades e apontar as circunstâncias que levaram ao estado crítico da criança.
A mobilização dos familiares também tem ocorrido por meio de manifestações e mensagens pedindo justiça para Arthur.
Laudos serão decisivos para a investigação
Em nota, a Polícia Civil informou que aguarda a conclusão dos laudos médicos, toxicológicos e periciais para definir os próximos passos da apuração.
Os exames deverão indicar se houve, de fato, a presença de substâncias tóxicas no organismo do menino e auxiliar na reconstrução dos acontecimentos.
A corporação ressaltou ainda que nenhuma hipótese foi descartada até o momento. Além do pai da vítima, outras testemunhas deverão ser ouvidas nos próximos dias para contribuir com o esclarecimento do caso.






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