Menino que comeu bolo de chocolate foi envenenado com chumbinho, confirma IML

Laudo toxicológico identificou chumbinho, lidocaína e midazolam no organismo de Arthur de Melo Silva, que morreu após dez dias internado

O caso da morte de Arthur de Melo Silva, de 11 anos, ganhou um novo e importante desdobramento nesta sexta-feira (12). O Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IMLAP) confirmou que o menino foi vítima de envenenamento após a conclusão dos exames toxicológicos realizados no corpo da criança.

Arthur morreu na noite de quinta-feira (11), após permanecer internado por dez dias em estado grave no Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O garoto havia passado mal depois de consumir um bolo de chocolate no dia 1º de junho.

O resultado dos exames reforça uma das principais linhas de investigação da Polícia Civil e amplia o mistério sobre a origem das substâncias encontradas no organismo da vítima.

Laudo aponta chumbinho e medicamentos

Segundo a Polícia Civil, o Laboratório de Toxicologia Forense do IML identificou a presença de três substâncias no organismo de Arthur: lidocaína, midazolam e terbufós-sulfóxido, composto conhecido popularmente como chumbinho.

O chumbinho é frequentemente associado a casos de intoxicação grave e envenenamento, sendo uma substância de comercialização proibida no Brasil.

Em nota, a corporação informou que os resultados serão analisados em conjunto com os demais elementos já reunidos ao longo da investigação.

Internação durou dez dias

Após consumir o bolo de chocolate, Arthur apresentou um quadro grave de saúde e precisou ser levado para atendimento médico.

Desde o início de junho, o menino estava internado em estado crítico no Hospital Estadual Ricardo Cruz. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu e teve a morte confirmada na noite de quinta-feira.

A informação foi divulgada inicialmente pelo pai da criança, Ademir Melo.

Polícia tenta identificar origem do veneno

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que busca esclarecer como as substâncias chegaram ao organismo da vítima e quem pode ser responsabilizado pelo caso.

Os agentes trabalham para reconstruir todos os acontecimentos que antecederam o envenenamento, incluindo a procedência do alimento consumido pela criança e o acesso às substâncias encontradas nos exames.

Até o momento, a polícia não divulgou suspeitos nem confirmou a hipótese de crime doloso.

Necropsia ainda será realizada

Além dos exames toxicológicos já concluídos, o corpo de Arthur ainda passará por necropsia, procedimento que deverá fornecer informações complementares sobre a causa da morte e os efeitos das substâncias identificadas.

Os resultados serão incorporados ao inquérito conduzido pela DHBF.

Caso provoca comoção

A morte de Arthur causou forte repercussão na Baixada Fluminense e mobilizou familiares, amigos e moradores da região, que acompanham o avanço das investigações.

Com a confirmação do envenenamento pelo IML, a expectativa agora é pela conclusão dos laudos complementares e pelo esclarecimento das circunstâncias que levaram à morte da criança.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que novas informações serão divulgadas à medida que os trabalhos avancem.

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