Chumbinho: polícia apreende celulares de familiares de menino morto após envenenamento

Investigação avança com coleta de aparelhos, material genético e reprodução simulada para esclarecer a morte de Arthur de Mello da Silva, de 11 anos

A investigação sobre a morte de Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (19). A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) apreendeu os celulares de familiares da criança e realizou uma série de diligências para tentar esclarecer como ocorreu o envenenamento que levou à morte do menino.

Os agentes recolheram os aparelhos do pai, Ademir de Mello, da mãe, Lindiane da Silva, além dos celulares do padrasto e da madrasta de Arthur.

As medidas fazem parte da investigação que apura as circunstâncias da ingestão de terbufós-sulfóxido, substância popularmente conhecida como chumbinho, identificada em exame toxicológico realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML).

Reprodução simulada na residência

Além da apreensão dos aparelhos eletrônicos, os investigadores estiveram na residência onde Arthur passou seus últimos dias antes da internação.

No local, foi realizada uma perícia detalhada com o auxílio de scanner especializado para mapeamento dos ambientes. A equipe também promoveu uma reprodução simulada para reconstruir a dinâmica dos fatos e identificar possíveis elementos que possam ajudar na investigação.

Os policiais recolheram ainda material genético de todas as pessoas que tiveram contato com a criança.

Laudo confirmou presença de chumbinho

O avanço das investigações ocorreu após a conclusão do exame toxicológico que confirmou a presença de terbufós-sulfóxido no organismo do menino.

A substância foi identificada no material coletado durante a lavagem gástrica realizada após a internação da criança.

Com a confirmação laboratorial, a principal linha investigativa passou a considerar a hipótese de envenenamento como causa da morte.

Caso começou após mal-estar em festa

Segundo relatos da família, Arthur passou mal após participar de uma comemoração familiar realizada em 31 de maio.

De acordo com parentes, o menino consumiu um pedaço de bolo durante a festa de aniversário da avó materna e apresentou sintomas pouco tempo depois.

A ocorrência foi registrada inicialmente na 64ª DP (São João de Meriti) pelo pai da criança, que já manifestava suspeitas de que o filho pudesse ter ingerido chumbinho.

Outros medicamentos foram identificados

Além do terbufós-sulfóxido, os exames também detectaram vestígios de lidocaína e midazolam.

Entretanto, segundo as informações da investigação, a presença dessas substâncias pode estar relacionada ao tratamento médico recebido por Arthur durante o período de internação hospitalar.

A polícia ainda analisa os laudos para determinar a relevância desses achados para o caso.

Investigação segue em andamento

Após a morte do menino, a DHBF assumiu formalmente as investigações e passou a conduzir diligências voltadas à identificação da origem da substância encontrada no organismo da vítima.

Testemunhas deverão ser ouvidas nos próximos dias e novas perícias podem ser realizadas conforme o avanço dos trabalhos.

Até o momento, não há indiciados pelo crime.

A mãe de Arthur, Lindiane da Silva, afirmou esperar que as investigações esclareçam completamente o caso. Segundo ela, a principal busca da família neste momento é por Justiça diante da morte da criança.

O corpo de Arthur de Mello da Silva foi sepultado no último sábado (13), no Cemitério da Vila Rosali, em São João de Meriti.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading