A morte do menino Arthur de Mello, de 11 anos, comoveu familiares e moradores da Baixada Fluminense. A criança estava internada em estado grave desde o início de junho, após passar mal depois de consumir um pedaço de bolo de chocolate. Ele não resistiu às complicações e morreu na noite desta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro.
Horas antes da confirmação do óbito, familiares haviam feito um apelo público nas redes sociais em busca de doadores de plaquetas para auxiliar no tratamento do garoto. Apesar dos esforços da equipe médica e da mobilização da família, o quadro clínico se agravou.
Segundo relatos dos parentes, Arthur apresentou sintomas severos após ingerir o alimento. A principal linha de investigação aponta para uma possível intoxicação por chumbinho, substância frequentemente utilizada de forma ilegal como raticida.
Internação e luta pela vida
Arthur foi levado para o Hospital Dr. Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após apresentar sinais compatíveis com um quadro grave de intoxicação. Desde a entrada na unidade de saúde, ele permaneceu sob cuidados intensivos.
O menino morava com o pai e costumava passar os fins de semana na casa da mãe, segundo informações da família. O caso chamou atenção pela gravidade dos sintomas e pela rápida evolução do quadro clínico.
Durante os dias de internação, médicos realizaram diversos procedimentos para tentar estabilizar a criança. A necessidade urgente de transfusões e doação de plaquetas mobilizou parentes, amigos e desconhecidos.
Polícia investiga possível envenenamento
A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação para esclarecer as circunstâncias em que Arthur consumiu o bolo de chocolate que pode ter provocado a intoxicação.
Os agentes analisam imagens de câmeras de segurança, além de depoimentos de familiares e pessoas próximas ao menino. O objetivo é identificar a origem do alimento e verificar se houve contaminação proposital ou acidental.
Peritos também acompanham o caso e aguardam a conclusão dos exames laboratoriais para confirmar a substância presente no organismo da vítima.
Laudo será fundamental para esclarecer o caso
O laudo toxicológico é considerado peça-chave para a investigação. O documento deverá apontar se houve presença de chumbinho ou de outro produto tóxico no organismo da criança.
De acordo com as autoridades, o resultado do exame pode levar até 30 dias para ser concluído. A partir das informações técnicas, a Polícia Civil pretende definir os próximos passos do inquérito e eventual responsabilização dos envolvidos.
A morte de Arthur aumenta a pressão por respostas e deixa familiares à espera da conclusão das investigações para entender o que realmente aconteceu com o menino.
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