O Ramal Silvestre do bonde de Santa Teresa voltou a operar nesta quinta-feira (11), marcando a retomada de um dos trechos históricos do sistema de transporte da região central do Rio de Janeiro. A reabertura ocorre após mais de um ano de atraso em relação ao cronograma inicialmente previsto.
Com investimento superior a R$ 50 milhões, o trecho estava desativado desde 2008 e passou por um amplo processo de recuperação para voltar a atender passageiros. A ligação conecta a Rua Almirante Alexandrino ao ponto final do bondinho em Santa Teresa.
O percurso completo tem duração aproximada de 30 minutos e representa uma importante alternativa de mobilidade para moradores da região, além de reforçar o potencial turístico de um dos bairros mais tradicionais da capital fluminense.
Início da operação e fase de testes
A retomada das viagens foi marcada por uma viagem inaugural realizada às 10h, com saída do ponto localizado no Morro dos Prazeres. Antes da abertura ao público, o trecho vinha sendo submetido a testes operacionais sem passageiros desde o início de junho.
Apesar da liberação para circulação de usuários, a operação ainda está em fase de ajustes. Equipes técnicas permanecem realizando avaliações do sistema para garantir o pleno funcionamento do serviço.
Também seguem em andamento treinamentos com motorneiros e ações de orientação aos passageiros para adaptação ao novo trecho reativado.
Horários definitivos serão divulgados em julho
Segundo a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), a programação definitiva de horários ainda está sendo elaborada. A expectativa é que a grade operacional completa seja divulgada ao longo do mês de julho.
Até lá, o funcionamento ocorrerá de forma gradual, permitindo que as equipes acompanhem o desempenho do sistema e realizem eventuais adequações necessárias.
A medida busca assegurar maior segurança operacional e conforto para os usuários durante o período inicial de retomada.
Obras ultrapassaram prazo previsto
O cronograma original previa a entrega do Ramal Silvestre em 2025. No entanto, a conclusão das obras foi adiada, prolongando a espera de moradores, comerciantes e frequentadores do bairro.
Durante o período de intervenções, moradores relataram impactos na rotina e dificuldades de deslocamento devido à ausência do serviço, considerado fundamental para a mobilidade local.
Além do transporte de passageiros, o retorno do ramal é visto como um impulso para a economia e para o turismo em Santa Teresa, um dos principais cartões-postais históricos do Rio de Janeiro.
Importância para Santa Teresa
A reativação do Ramal Silvestre representa um marco para o sistema de bondes de Santa Teresa, que faz parte da identidade cultural e histórica da cidade.
Com a volta da operação, a expectativa é de aumento na circulação de visitantes e melhoria no acesso a diferentes áreas do bairro, beneficiando tanto moradores quanto empreendimentos locais.
A retomada encerra um período de quase duas décadas sem funcionamento do trecho, devolvendo à população uma importante ligação de transporte urbano e turístico da região.






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