Ronald Nogueira
A próxima legislatura ainda não começou, mas o PT já vê uma disputa crescer em seus bastidores pelo nome que vai disputar a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). De um lado, o ex-presidente da Casa e ex-secretário da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo Lula, André Ceciliano. Do outro, o ex-vice-prefeito do Rio, Adilson Pires. Os dois querem comandar a Casa Legislativa.
E, para isto, buscam apoios pesados.
Adilson, que foi vice na segunda gestão de Eduardo Paes (PSD) na prefeitura do Rio, conta com o apoio do aliado, que confia que será o próximo governador. Caso a expectativa eleitoral de Paes se confirme, o apoio dele será ainda mais valioso, já que Alerj e governo poderiam caminhar de braços dados.
Além disto, Adilson conta com a simpatia do prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, que é figura proeminente do partido no Rio.
Do outro, Ceciliano volta de Brasília com a moral de quem se tornou próximo de Lula e, por isto, conta com o endosso ao seu nome vindo da Executiva nacional. Além disso, mantém o bom trânsito na Alerj que o consagrou: eleito e reeleito, Ceciliano lidava bem com bolsonaristas, esquerdistas e com os membros do centrão fluminense.
Cotado para ser candidato à Câmara dos deputados, o ex-prefeito de Paracambi viu em uma tentativa de volta à Alerj um voo mais seguro. E, é claro: fez esta opção de olho no comando da mesa diretora.
Tá aí uma disputa que ainda vai render…





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