O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, se reuniu nesta quarta-feira, 19, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para defender a votação do projeto que concede reajuste de 24% aos servidores do Judiciário até 2028. A proposta, já aprovada pela Câmara, prevê aumentos escalonados de 8% ao ano pelos próximos três anos.
Aumento do adicional de qualificação também está na pauta
Durante o encontro na residência oficial do Senado, Fachin também pediu apoio à aprovação de outro projeto já validado pelos deputados, que amplia o adicional de qualificação pago aos servidores do Judiciário. Segundo ele, as medidas são essenciais para recompor perdas e manter a atratividade das carreiras.
STF solicita 240 novos cargos no CNJ
Além dos reajustes, o ministro defendeu a criação de 240 novos cargos no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), proposta que segue em tramitação na Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta, participou da reunião e ouviu os argumentos apresentados pelo chefe do STF.
Alcolumbre evita detalhar temas discutidos
Após o encontro, Alcolumbre divulgou nota afirmando que tratou de “proposições de interesse do Poder Judiciário”, mas não citou especificamente os projetos mencionados por Fachin. A articulação envolve impacto orçamentário e depende de aval do Senado.
Relator aponta perda de poder aquisitivo no Judiciário
O deputado Rafael Prudente (MDB-DF), relator do projeto na Câmara, justificou o reajuste afirmando que os servidores enfrentam um “cenário inegavelmente grave”, com “perda significativa de poder aquisitivo”. Segundo o parlamentar, essa defasagem pode chegar a 31,36% até junho de 2026, reforçando a urgência da recomposição salarial.






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