Com os contratos de distribuição de gás canalizado previstos para vencer em julho de 2027, o governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL), defendeu que a próxima concessão inclua investimentos para alcançar os distritos industriais do interior fluminense. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira (5), durante a 12ª edição do Brazil GRI Infra & Energy, em São Paulo.
Ruas participou do painel de governadores eleitos ao lado da governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra. O encontro reuniu representantes dos setores público e privado para discutir infraestrutura e energia.
Para o governador eleito, a reformulação dos contratos deve considerar as necessidades atuais do estado e ampliar a cobertura do serviço.
“Precisamos de uma nova concessão do gás, que reflita a nossa realidade. O gás canalizado precisa chegar aos distritos industriais do interior”, afirmou.
Parques contra alagamentos
Ruas também defendeu investimentos em soluções baseadas na natureza para reduzir os riscos de alagamentos. Entre as propostas de seu plano de governo estão parques alagáveis e sistemas de retenção da água da chuva, com prioridade para áreas de maior risco socioambiental.
A iniciativa prevê ainda a recuperação de várzeas e manguezais. Segundo o governador eleito, a prevenção precisa incorporar alternativas às intervenções tradicionais de drenagem.
“Historicamente, as obras de drenagem tinham como objetivo acelerar a vazão da água. Mas, na região da Baía de Guanabara, por exemplo, quando temos uma maré alta, a água encontra dificuldade para escoar para a baía, e isso contribui para alagamentos em bairros e municípios do entorno”, disse.
Ruas afirmou que essa condição exige estratégias diferentes das adotadas ao longo dos últimos anos, com planejamento voltado à retenção da água e à recuperação de ambientes naturais.
Controle das despesas
O equilíbrio fiscal foi outro tema abordado pelo governador eleito. Ruas disse esperar contas estaduais mais ajustadas em 2027 e citou medidas aprovadas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Entre elas, mencionou a legislação sobre transação tributária e o combate ao devedor contumaz. Também destacou uma proposta de sua autoria para estabelecer um teto de gastos e controlar o crescimento das despesas.
“Não podemos mais conviver com um orçamento deficitário”, afirmou.







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