Por Ronald Nogueira
A Executiva Nacional do PL vê com arrependimento a decisão de lançar o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Embora seja o vereador mais votado da história da capital fluminense e carregue o sobrenome do clã Bolsonaro, Carlos enfrenta um cenário competitivo no estado sulista e não é considerado favorito isolado na disputa. Em contraponto, ele teria uma eleição tranquila à Casa Alta do Congresso, caso preenchesse a vaga deixada aberta pela saída do ex-governador Cláudio Castro da disputa.
Pesquisas de intenção de votos apontam um quadro de equilíbrio entre Carlos Bolsonaro, a deputada federal Caroline de Toni e o senador Esperidião Amin, todos nomes com forte presença junto ao eleitorado conservador catarinense. A fragmentação do campo da direita transformou a candidatura de Carlos em Santa Catarina, que inicialmente parecia segura, em uma disputa acirrada.
O cenário contrasta com o que poderia ocorrer no Rio de Janeiro. Após a saída do ex-governador Cláudio Castro do páreo devido a operações da Polícia Federal, abriu-se uma vaga considerada estratégica para o bolsonarismo no estado. Avaliações de dirigentes partidários indicam que Carlos Bolsonaro teria um caminho significativamente mais confortável caso fosse o escolhido para representar o PL fluminense, beneficiado pela alta taxa de conhecimento entre os eleitores cariocas e por sua longa trajetória política na capital.
Nos bastidores, dirigentes da legenda admitem que a transferência de Carlos para Santa Catarina teve como objetivo ampliar a presença eleitoral do partido em um dos estados mais alinhados ao bolsonarismo. Entretanto, o movimento acabou criando um paradoxo para o PL: ao deslocar um dos seus ativos eleitorais mais conhecidos para uma disputa mais incerta, a sigla abriu mão de uma candidatura considerada competitiva no Rio de Janeiro justamente quando surgiu espaço para acomodá-la.
De acordo com levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira, os principais nomes para substituir Castro na disputa do Rio ainda se mostram longe da liderança. Em um dos cenários testados, Jordy aparece em sexto lugar, com 10,4%, e Portinho em sétimo, com 8,9%. Como a margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois possíveis candidatos do PL estão empatados tecnicamente.







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