Desistência de Castro faz PL admitir erro em deixar Carlos Bolsonaro concorrer ao Senado por SC

Filho 02 de Bolsonaro teria uma eleição considerada mais fácil no Rio

2–3 minutos

Por Ronald Nogueira

A Executiva Nacional do PL vê com arrependimento a decisão de lançar o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina. Embora seja o vereador mais votado da história da capital fluminense e carregue o sobrenome do clã Bolsonaro, Carlos enfrenta um cenário competitivo no estado sulista e não é considerado favorito isolado na disputa. Em contraponto, ele teria uma eleição tranquila à Casa Alta do Congresso, caso preenchesse a vaga deixada aberta pela saída do ex-governador Cláudio Castro da disputa.

Pesquisas de intenção de votos apontam um quadro de equilíbrio entre Carlos Bolsonaro, a deputada federal Caroline de Toni e o senador Esperidião Amin, todos nomes com forte presença junto ao eleitorado conservador catarinense. A fragmentação do campo da direita transformou a candidatura de Carlos em Santa Catarina, que inicialmente parecia segura, em uma disputa acirrada.

O cenário contrasta com o que poderia ocorrer no Rio de Janeiro. Após a saída do ex-governador Cláudio Castro do páreo devido a operações da Polícia Federal, abriu-se uma vaga considerada estratégica para o bolsonarismo no estado. Avaliações de dirigentes partidários indicam que Carlos Bolsonaro teria um caminho significativamente mais confortável caso fosse o escolhido para representar o PL fluminense, beneficiado pela alta taxa de conhecimento entre os eleitores cariocas e por sua longa trajetória política na capital.

Nos bastidores, dirigentes da legenda admitem que a transferência de Carlos para Santa Catarina teve como objetivo ampliar a presença eleitoral do partido em um dos estados mais alinhados ao bolsonarismo. Entretanto, o movimento acabou criando um paradoxo para o PL: ao deslocar um dos seus ativos eleitorais mais conhecidos para uma disputa mais incerta, a sigla abriu mão de uma candidatura considerada competitiva no Rio de Janeiro justamente quando surgiu espaço para acomodá-la.

De acordo com levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira, os principais nomes para substituir Castro na disputa do Rio ainda se mostram longe da liderança. Em um dos cenários testados, Jordy aparece em sexto lugar, com 10,4%, e Portinho em sétimo, com 8,9%. Como a margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois possíveis candidatos do PL estão empatados tecnicamente.

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