Faria Lima: doadores eleitorais abrem a carteira e Pix chegam a R$ 300 mil

Sócios de empresas e executivos começam a transferir recursos para partidos e candidatos; PSD e candidatos do Novo estão entre os primeiros beneficiados

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A temporada de doações eleitorais de 2026 começa a ganhar a participação de empresários, investidores e executivos ligados a grandes companhias e ao mercado financeiro. Entre os primeiros registros estão contribuições que variam de R$ 20 mil a R$ 300 mil, destinadas tanto a candidatos quanto a diretórios partidários.

Os cinco aportes relacionados até agora somam R$ 395 mil. O maior deles foi feito por Wilson de Almeida Júnior, sócio da construtora Pacaembu e nome recorrente entre grandes doadores de campanhas eleitorais.

Ele destinou R$ 300 mil ao diretório municipal do PSD em Araçatuba, no interior de São Paulo. Sozinha, a contribuição representa cerca de 76% dos R$ 395 mil relacionados neste primeiro grupo de doações.

Dinheiro para candidatos do Novo

Também começaram a surgir contribuições diretamente destinadas a candidatos.

Antonio Augusto Torres de Bastos Filho, fundador e presidente da Serena Energia, antiga Ômega, destinou R$ 30 mil a Marina Helena, candidata a deputada federal pelo Novo em São Paulo.

Economista, Marina Helena disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024 e agora busca uma cadeira na Câmara dos Deputados.

A Serena atua no setor de geração de energia renovável. Informações corporativas da própria companhia apontam Antonio Augusto como fundador e CEO da empresa.

Outro nome ligado ao mercado financeiro que já entrou na temporada de contribuições é Arturo Profili, um dos fundadores da gestora de recursos Capitânia.

Profili doou R$ 25 mil a Christian Lohbauer, candidato a deputado federal por São Paulo pelo Novo.

Lohbauer é cientista político, participou da fundação do partido e foi candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por João Amoêdo em 2018. Na eleição deste ano, também colabora com a campanha presidencial de Romeu Zema.

PSD recebe novos aportes

O diretório nacional do PSD também aparece entre os destinatários das primeiras contribuições privadas.

Horácio Lafer Piva, acionista e conselheiro da Klabin, fez uma doação de R$ 20 mil à direção nacional da legenda.

O mesmo valor foi destinado ao PSD por Márcio Hannas. O executivo já presidiu a operação de trilhos da Motiva, antiga CCR, e também comandou o VLT Carioca. Atualmente, atua no setor de energia.

Somadas, as duas contribuições representam R$ 40 mil destinados diretamente ao comando nacional do PSD.

Empresas e mercado entram na eleição

Os primeiros registros ajudam a mostrar como diferentes setores da economia começam a se movimentar financeiramente em torno da disputa eleitoral.

Entre os doadores relacionados estão nomes ligados à construção civil, energia renovável, mercado financeiro, produção de celulose e infraestrutura.

As contribuições também revelam estratégias diferentes. Enquanto alguns empresários preferem transferir recursos diretamente para candidatos, outros direcionam dinheiro aos diretórios dos partidos, que posteriormente administram a utilização dos recursos de acordo com as regras eleitorais.

Com o avanço do calendário eleitoral, a tendência é que o volume de contribuições privadas aumente e permita identificar quais partidos e candidaturas estão atraindo maior participação financeira de empresários e executivos.

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