A influenciadora Carla Lemos, criadora do blog Modices, aguarda o resultado do exame de corpo de delito do Insituto Médico Legal (IML) após ser agredida por um homem durante uma roda de samba na Fundição Progresso, na Lapa, região central do Rio. O episódio aconteceu na madrugada desta sexta-feira (7) e é investigado pela Polícia Civil. O resultado do exame, conforme a defesa de Carla, pode determinar novos passos para o caso.
Segundo a instituição, os envolvidos e testemunhas já prestaram depoimento. “Os envolvidos e testemunhas foram ouvidos e a vítima foi encaminhada para exame de corpo de delito. Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos”.
Neste sábado (8), a influenciadora relatou as agressões nas redes sociais. No texto, ela disse ter sido empurrada, levado socos no rosto e puxões de cabelo por um homem que aparentava estar bêbado. O agressor foi identificado como Lucas Henrique Baldusca Braz.

O que diz a defesa?
À Agenda do Poder, a advogada da vítima, Thaiz Sardinha, contou que Carla precisou ser atendida às pressas e levou seis pontos no supercílio. O caso foi registrado como lesão corporal.
“Foi lavrado boletim de ocorrência por lesão corporal, com requisição de exame de corpo de delito pelo IML — laudo esse ainda pendente de conclusão, e que será determinante para os próximos passos jurídicos, incluindo eventual reclassificação da conduta e representação por medidas cautelares. Até o momento, o agressor não foi preso em flagrante”, disse a advogada.
Thaiz também negou que tenha ocorrido uma briga generalizada durante o evento. Segundo a advogada, o público só percebeu o que estava acontecendo quando a cantora da roda de samba viu a agressão e avisou, pelo microfone, que uma mulher estava sendo atacada.
“A cantora, que estava no palco, percebeu a agressão e anunciou pelo microfone que havia uma mulher sendo agredida. A partir desse momento, as pessoas que estavam próximas começaram a tentar intervir para retirar o agressor de cima dela. Mesmo com a intervenção, ele continuou desferindo socos contra ela”, esclareceu.
Conforme Thaiz, a cantora teria voltado a pedir ajuda pelo microfone ao perceber que a influenciadora estava sangrando. Cerca de cinco homens, conforme o boletim de ocorrência, tentaram retirar o agressor de cima dela até conseguirem afastá-lo.
Atendimento e primeiros socorros
A advogada afirmou ainda que, segundo as informações recebidas pela defesa, apenas Carla, o homem apontado como agressor e um rapaz que o acompanhava foram encaminhados à sala de primeiros socorros. Os três permaneceram no local até a chegada da Polícia Militar.
“Isso é importante, porque reforça que não houve brigas simultâneas ou uma situação em que diferentes grupos estavam se enfrentando. O que ocorreu foi uma agressão contra ela e, posteriormente, a intervenção de outras pessoas que estavam no local e tentaram retirá-lo de cima dela e fazer cessar as agressões”, afirmou.
Segundo a Polícia Militar, na sexta-feira (07), policiais da unidade foram acionados para uma ocorrência de lesão corporal em uma casa de shows localizada na Lapa. No local, os militares conduziram todos os envolvidos para o Hospital Municipal Souza Aguiar e, posteriormente, para a 5ª DP (Mem de Sá).
Violência de gênero
A advogada também destacou que, como não havia vínculo doméstico, familiar ou afetivo entre Carla e o homem apontado como agressor, a ocorrência não foi enquadrada como violência de gênero para fins de aplicação da Lei Maria da Penha.
“Por não haver vínculo doméstico, familiar ou afetivo entre vítima e agressor, a autoridade policial não pôde formalizar o enquadramento como violência de gênero para fins de aplicação da Lei Maria da Penha — ainda que o fato, na minha avaliação técnica, se enquadre no conceito amplo de violência de gênero previsto na Convenção de Belém do Pará, tratado internacional ratificado pelo Brasil”, afirmou.
A reportagem tenta localizar a defesa de Lucas Henrique Baldusca Braz. O espaço segue aberto para manifestação.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes







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