O mercado de trabalho brasileiro encerrou o trimestre até setembro com queda no desemprego e recorde no número de pessoas ocupadas. A taxa de desocupação recuou para 5,2%, o menor patamar para esse período da série histórica, iniciada em 2012, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.
O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) também foi o mais baixo registrado neste ano e ficou dentro das expectativas dos analistas de mercado.
No trimestre encerrado em agosto, a taxa estava em 5,3%. Na comparação com o trimestre móvel anterior, terminado em junho, quando o indicador era de 5,4%, a redução foi de 0,2 ponto percentual.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o recuo foi de 0,4 ponto percentual: naquela ocasião, o desemprego atingia 5,6%.
Ocupação atinge recorde
O número de pessoas ocupadas chegou a 103,6 milhões, o maior contingente de toda a série histórica da pesquisa. O resultado representa um acréscimo de 581 mil trabalhadores em relação ao trimestre encerrado em junho.
Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a população ocupada aumentou em 1,2 milhão de pessoas.
A construção esteve entre as atividades que contribuíram para a expansão do trabalho no período. O setor incorporou 210 mil pessoas em três meses, com crescimento de 2,8% na ocupação.
“Entre as atividades com alta na ocupação, destaca-se o crescimento no setor da Construção, que subiu 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas”, diz o analista da pesquisa, William Kratochwill.
Rendimento cresce na comparação anual
O rendimento médio chegou a R$ 3.790 no trimestre encerrado em setembro. Embora tenha apresentado uma pequena elevação em relação ao trimestre anterior, a variação foi considerada estabilidade estatística.
Já na comparação com o mesmo período do ano passado, houve crescimento de 3,6%, equivalente a um acréscimo de R$ 131.







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