Projeto leva debates sobre ancestralidade quilombola a mais cinco regiões do RJ

Raízes do Amanhã retoma seminários em novembro e promove rodas de conversa em comunidades

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O Projeto Raízes do Amanhã retoma, em novembro, o circuito de seminários sobre ancestralidade quilombola em escolas públicas de formação de professores do Estado do Rio de Janeiro. Após realizar encontros em Três Rios, Mangaratiba e Volta Redonda, a iniciativa seguirá para outras cinco regiões fluminenses: Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Itaperuna, Nova Friburgo e Rio de Janeiro.

Além dos seminários, o projeto promove rodas de conversa em territórios quilombolas para registrar memórias, compartilhar conhecimentos tradicionais e discutir demandas das comunidades. A iniciativa prevê atividades com as 54 comunidades participantes, aproximando moradores, lideranças, estudantes, educadores e pesquisadores.

Desde agosto, os encontros abordaram diferentes dimensões da cultura e da organização quilombola. Em Três Rios, o tema foi turismo, com reflexões sobre a valorização dos territórios e suas atividades culturais e econômicas. Em Mangaratiba, o debate sobre território e sustentabilidade destacou a relação entre ancestralidade, preservação ambiental e modos de vida tradicionais.

Já em Volta Redonda, o protagonismo feminino orientou discussões sobre a participação das mulheres na sociedade, nas artes, na defesa dos territórios e nos espaços de decisão.

A proposta é aproximar o conhecimento acadêmico dos saberes produzidos nas comunidades e ampliar o espaço de histórias e experiências que fazem parte da formação cultural do estado, mas nem sempre estão presentes nos conteúdos escolares.

Rodas de conversa valorizam memórias e tradições

As rodas de conversa reúnem moradores e lideranças quilombolas para compartilhar histórias, preservar tradições e discutir questões como regularização fundiária, acesso a serviços públicos e geração de renda.

Na Costa Verde, os encontros abordaram território, sustentabilidade, artesanato e turismo de base comunitária. No Médio Paraíba, uma atividade realizada em Pinheiral destacou o jongo como expressão da identidade quilombola e forma de transmissão de conhecimentos entre gerações.

“O jongo é parte da nossa história e da identidade da comunidade. Preservar essa tradição é também manter viva a memória dos nossos antepassados e garantir que as novas gerações conheçam suas raízes. É importante que essa história seja contada por quem vive no território”, afirmou Mestra Fatinha, presidente do Quilombo de Pinheiral.

Próximos encontros e festival de encerramento

Os próximos seminários estão previstos para Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Itaperuna, Nova Friburgo e Rio de Janeiro. As datas serão divulgadas nos canais oficiais do projeto. As atividades também são transmitidas pelo YouTube e ficam disponíveis para consulta posterior.

A iniciativa prevê ainda a distribuição gratuita de materiais pedagógicos e a produção de um e-book com conteúdos e registros das atividades.

O encerramento será marcado pelo Festival Raízes do Amanhã, na capital fluminense, com atividades culturais e uma feira de produtos das comunidades quilombolas.

Realizado pela ONG Art Cult, em parceria com a Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura do Ministério da Cultura (MinC) e a Associação de Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj), o projeto busca valorizar a memória oral, os saberes ancestrais e a contribuição quilombola para a identidade e a cultura fluminenses.

Mais informações:

Site: https://dhartcult.com.br/raizesamanha/

YouTube: https://www.youtube.com/@RaizesAmanha

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