A Comissão do Trabalho Informal da Câmara do Rio vai promover uma audiência pública na próxima quinta-feira (13), véspera do Dia do Ambulante. O intuito é tratar da falta de espaço para a categoria guardar ferramentas diárias de trabalho, como carrocinhas, triciclos e barracas.
De acordo com o colegiado, faltam locais próprios da prefeitura para o armazenamento dos equipamentos, o que acaba estimulando o uso de galpões irregulares, sem condições básicas e fiscalização adequada. O grupo aponta que os únicos depósitos municipais em funcionamento, em Ramos e no Anil, servem apenas para armazenar produtos apreendidos pela fiscalização.
Segundo a comissão, mais de 4 mil trabalhadores aguardam licença para trabalharem como ambulantes legalizados na cidade — mais da metade apenas no Centro.
“Recebo com frequência ligações de pessoas chorando porque tiveram seus produtos apreendidos. Ninguém quer trabalhar na clandestinidade. São pais e mães de família que só querem condições dignas para ganhar o sustento”, disse o vereador Leonel de Esquerda (PT), presidente da comissão.
O encontro deve reunir ambulantes de várias regiões da cidade, representantes de movimentos da categoria e autoridades municipais. Também está previsto o lançamento de uma cartilha com orientações sobre direitos e procedimentos em casos de apreensão de mercadorias.






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