O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou a aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que pretende preservar o mandato do parlamentar até janeiro de 2027. A indicação inclui a decisão de não avançar com pedidos de cassação apresentados por integrantes do PT após a saída do senador do Brasil para os Estados Unidos.
A movimentação ocorre enquanto Alcolumbre busca ampliar o apoio da bancada bolsonarista à sua candidatura à reeleição para a presidência do Senado, cuja escolha está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
Segundo informações publicadas pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, interlocutores bolsonaristas afirmaram que Alcolumbre manifestou, em conversas reservadas, a intenção de não dar prosseguimento às iniciativas para retirar o mandato de Flávio.
Autorização para votar dos Estados Unidos
Na terça-feira (3), Alcolumbre adotou uma medida que permitiu a participação remota de Flávio Bolsonaro na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
A autorização foi concedida mesmo sem o senador ter concluído a autenticação de seu novo número de celular. A solicitação havia sido apresentada por lideranças do PL, que procuraram o presidente do Senado para viabilizar a participação do parlamentar na votação.
Pelas regras normalmente aplicadas, Flávio precisaria comparecer pessoalmente ao Senado para habilitar o novo aparelho. Alcolumbre, porém, autorizou uma exceção e determinou à equipe técnica da Casa que liberasse o acesso do senador ao sistema de votação.
Mandato pode ser mantido até janeiro de 2027
A decisão também abre caminho para que Flávio Bolsonaro continue participando de sessões semipresenciais enquanto estiver fora do Brasil, até o encerramento de seu mandato, previsto para janeiro de 2027.
O senador deixou o país depois da derrota na eleição presidencial e seguiu para Miami, na Flórida, nos Estados Unidos.
Flávio também é alvo de investigação da Polícia Federal e enfrenta pedidos de cassação apresentados por parlamentares do PT em razão de sua saída do território brasileiro após o resultado eleitoral.
Alcolumbre busca apoio para reeleição no Senado
A sinalização de que não pretende avançar com os pedidos de cassação de Flávio Bolsonaro, somada à autorização para o voto remoto, ocorre no contexto da articulação de Alcolumbre para permanecer na presidência do Senado.
A eleição interna está marcada para 1º de fevereiro de 2027. O atual presidente busca ampliar sua base de apoio entre os senadores, incluindo integrantes da bancada bolsonarista.
Apesar das concessões ao parlamentar do PL, a bancada do partido mantém resistência à candidatura de Alcolumbre.
PL mantém Rogério Marinho como candidato
O Partido Liberal lançou o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado, mantendo uma candidatura própria para a disputa de fevereiro de 2027.
Integrantes da bancada bolsonarista afirmam que não pretendem apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre, apesar dos gestos políticos do atual presidente da Casa em relação a Flávio Bolsonaro.







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