O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026, voltou a questionar o resultado das urnas. Em vídeo divulgado após sua fuga para os Estados Unidos, o parlamentar colocou sob suspeita o crescimento da votação de Lula entre o primeiro e o segundo turno, especialmente em estados considerados redutos conservadores.
Na gravação, Flávio afirma que o presidente conquistou mais de 10,3 milhões de votos adicionais em aproximadamente 20 dias e desafia especialistas a explicar o desempenho eleitoral. O senador cita Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina como exemplos de resultados que considera incompatíveis com o cenário político dessas regiões.
Flávio cita Goiás e São Paulo para contestar votação
Um dos principais argumentos apresentados pelo senador envolve Goiás, onde, segundo ele, Lula teria ampliado sua votação em mais de 43%. Flávio destaca o perfil conservador do eleitorado, a força do agronegócio e o apoio recebido do ex-governador Ronaldo Caiado.
“Não tem nenhuma explicação para ele crescer tanto em um estado como Goiás”, afirma o parlamentar.
O senador também menciona o apoio de artistas sertanejos à sua candidatura e a eleição de representantes do PL para o Senado como fatores que, em sua avaliação, deveriam ter favorecido seu desempenho.
Em São Paulo, Flávio questiona o crescimento de mais de 35% atribuído à votação de Lula, apesar do apoio do governador reeleito e do prefeito da capital à sua candidatura.
Rio de Janeiro e Santa Catarina também são citados
Flávio Bolsonaro dedica parte da gravação ao Rio de Janeiro, seu domicílio eleitoral. Ele argumenta que a eleição de Douglas Ruas (PL) para o governo estadual e de dois senadores do partido indicaria um ambiente favorável à sua candidatura presidencial.
“O que explica o Rio de Janeiro? O Lula cresceu tanto, não tem nada que explique”, declara.
O parlamentar apresenta raciocínio semelhante sobre Santa Catarina, onde afirma que Lula cresceu mais de 30% entre os turnos. Também menciona Rio Grande do Sul, Roraima e Acre, sem detalhar os números utilizados na comparação.
Crescimento entre turnos não comprova fraude eleitoral
A comparação feita por Flávio desconsidera que o segundo turno reúne votos anteriormente distribuídos entre diferentes candidatos, além de possíveis mudanças no comparecimento e nas escolhas dos eleitores.
O apoio de governadores, prefeitos e senadores também não significa transferência automática de votos para um candidato à Presidência.
Lula foi reeleito em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos. O vídeo amplia a contestação política do resultado por Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil após a derrota eleitoral.







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