O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que o Brasil precisa combinar responsabilidade fiscal, segurança jurídica e organização econômica para atrair investimentos. A declaração ocorreu durante reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, horas depois de um encontro com economistas e integrantes do governo sobre os rumos da economia.
Ao defender parcerias para desenvolver o setor mineral, Lula disse que o país precisa demonstrar seriedade aos investidores. O presidente relacionou a capacidade de atrair capital à previsibilidade das condições oferecidas pelo Brasil.
“Para a gente atrair, vamos ter que ter uma economia arrumada. Ninguém vai querer fazer investimento numa economia totalmente desordenada”, afirmou.
Parcerias para os minerais
Lula defendeu a cooperação com outros países na exploração, transformação e industrialização dos minerais críticos. Segundo ele, o desenvolvimento dessas atividades deve envolver parceiros interessados em trabalhar com o Brasil.
O presidente afirmou que o governo precisa aprender e construir acordos para aproveitar essa riqueza. Também ressaltou a responsabilidade envolvida na criação do conselho e na definição das parcerias para o setor.
Durante o discurso, Lula associou o resultado da eleição de 25 de outubro à defesa da dignidade e da soberania nacional. Disse que a vitória pertence ao povo brasileiro e que o governo precisa corresponder à confiança recebida nas urnas.
O presidente também criticou privatizações realizadas em gestões anteriores e acusou antigos governantes de priorizarem interesses financeiros em detrimento de um projeto para o país.
Reunião sobre a economia
Mais cedo, Lula reuniu no Palácio da Alvorada o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ex-ministro Fernando Haddad e economistas. O encontro ocorreu em meio às discussões sobre novas medidas de ajuste fiscal.
Integrantes do governo trataram a reunião como a primeira rodada de conversas para ouvir diferentes avaliações sobre a conjuntura econômica. A expectativa é de que o presidente também receba outros economistas e empresários.
Convocado de última hora, o encontro não constava da previsão da agenda presidencial. A conversa ocorreu um dia depois de o Banco Central interromper o ciclo de redução dos juros e manter a taxa Selic em 13,75% ao ano.







Deixe um comentário