Vidraceiro some depois de sair para trabalhar na Zona Oeste

Paulo José Martins Siqueira, de 48 anos, desapareceu na manhã da segunda-feira (06) e foi encontrado no dia seguinte

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A Polícia Civil investiga o desaparecimento do vidraceiro Paulo José Martins Siqueira, de 48 anos, que foi encontrado sem ferimentos nesta terça-feira (7), após ter sumido desde a manhã de segunda-feira (6), em Guaratiba, na Zona Sudoeste do Rio.

Segundo a filha do vidraceiro, Ana Caroline da Silva Siqueira, antes de ser encontrado, o carro dele foi localizado estacionado no Vidigal, na Zona Sul do Rio, por um conhecido. Posteriormente, a família encontrou Paulo.

O desaparecimento

Paulo havia saído de casa entre 8h e 8h20, como fazia habitualmente para trabalhar, já que atua há 20 anos na profissão. Ele vestia chinelos Kenner pretos, bermuda cinza e camisa coral.

Segundo a filha do vidraceiro, Ana Caroline da Silva Siqueira, o pai levou apenas um dos dois celulares que possui. “A última localização foi às 7h16 da manhã, aqui em casa. Depois disso, o telefone ficou desligado ou descarregado. Ele não apareceu mais e não deu notícia”, contou.

A família chegou a entrar em contato com parentes que vivem em Duque de Caxias, Cachoeiras de Macacu e Aldeia da Boa Vista, mas não soube do paradeiro de Paulo José. “Já ligamos pra todo mundo. Ninguém soube dizer onde ele poderia estar”, disse Ana Caroline.

Estresse com trabalho

Antes do desaparecimento, o trabalhador vinha enfrentando momentos de exaustão e estresse: “No domingo à noite, a gente ia para a igreja e ele falou que estava com o coração apertado, acelerado. Tremia. Ele dizia que não tinha ansiedade, mas a gente acha que sim. Meu pai vinha reclamando muito de cansaço, de trabalhar demais, de estar estressado”, pontuou a filha.

Paulo é conhecido na região que vive com a mulher e as duas filhas como ‘seu Paulo’. A família registrou o desaparecimento ainda na noite de segunda-feira na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). “Está sendo doloroso, porque ele nunca desapareceu. É uma coisa muito estranha”, lamentou a jovem. 

Segundo a Polícia Civil, o caso foi inicialmente registrado na 43ª DP (Guaratiba) e encaminhado à especializada, que realizou investigações para localizá-lo.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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