A Justiça decretou a prisão preventiva de duas pessoas acusadas de crimes de violência contra mulheres no Rio. As decisões foram obtidas pelo Ministério Público do Estado (MPRJ) nesta sexta-feira (25), após audiências de custódia. Os casos aconteceram no Campinho, na Zona Norte da capital, e em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos.
No Campinho, Jovan Augusto Gomes da Silva é acusado de manter a companheira em cárcere privado e exploração sexual. Segundo o processo, a mulher ficou cerca de cinco meses impedida de sair sozinha e de manter contato com familiares e amigos. O homem também controlava as redes sociais e a conta bancária da vítima.
Ainda segundo o relato apresentado à Justiça, a mulher era pressionada a realizar programas sexuais pela internet, enquanto Jovan administrava o dinheiro recebido. A mãe da vítima procurou a polícia e denunciou a situação.
Mulher é acusada de perseguir e violentar vítima
Em Arraial do Cabo, Rebeca Bertassoni Jones Costa foi presa após ser acusada de entrar sem autorização na casa de outra mulher e usar uma faca para obrigá-la a fazer sexo.
Segundo o relato da vítima, ela conseguiu escapar e correu para o banheiro, onde as duas entraram em luta corporal. Um vizinho ouviu os pedidos de socorro e interveio.
A decisão também aponta que Rebeca já apresentava comportamento insistente em relação à vítima, com ligações, mensagens e declarações amorosas que não eram correspondidas.
MPRJ aponta risco de novos crimes
Nas manifestações apresentadas durante as audiências de custódia, o Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia (NACAC/MPRJ) defendeu a manutenção da prisão dos dois acusados.
Segundo o Ministério Público, a liberdade dos investigados poderia representar risco de novas práticas criminosas. No caso do Campinho, o órgão também apontou a necessidade de proteger a vítima durante o andamento do processo.







Deixe um comentário