Uma megaoperação nesta terça-feira (28) com 2,5 mil agentes nos complexos do Alemão e Penha, Zona Norte do Rio, tenta prender líderes do Comando Vermelho. A ação tem 81 presos e 60 suspeitos mortos, segundo as autoridades, entre eles dois foragidos da Bahia. Outros quatro policiais morreram.
Atingido em meio ao fogo cruzado, um morador de rua foi socorrido por um mototaxista e levado ao Hospital Getúlio Vargas. Duas pessoas também acabaram atingidas — entre elas, uma mulher baleada em uma academia, que já recebeu alta.
Os policiais apreenderam 93 fuzis, duas pistolas e nove motos. As atividades em mais de 40 escolas foram interrompidas na região.
Segundo a Mobi Rio, oito linhas de BRT tiveram seus serviços interrompidos. São elas:
Transcarioca
42 – Manaceia x Galeão (Parador)
46 – Penha x Alvorada (Expresso)
Transbrasil
80 – Gentileza x Penha
60 – Gentileza x Deodoro
90 – Gentileza x Fundão
Esp – Gentileza x Galeão
Conexão BRT
67 – C.Grande x Deodoro
68 – Bangu x Deodoro
Vídeos gravados por moradores mostram o intenso tiroteio, fumaça e a entrada de policiais no território. A Operação Contenção, como é chamada a ação das forças policiais, conta com dois helicópteros, 32 blindados, 12 veículos de demolição, drones e ambulâncias.
Os criminosos reagiram com tiros e com barricadas em chamas. A operação também conta com a participação do Ministério Público nas 26 comunidades dos complexos de favela sob o domínio do CV.

Um dos principais alvos da ação é Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como o principal líder do CV nas ruas. O Ministério Público do Rio informou ter denunciado 67 pessoas por associação para o tráfico. Três delas também foram denunciadas pelo crime de tortura. A operação visa cumprir 51 mandados de prisão, informa a promotoria.
A investida, que ocorreu a partir de mais de um ano de investigações, conta com mandados de prisão e de busca e apreensão obtidos em meio a investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão de Entorpecentes (DRE). Um dos objetivos é o de capturar lideranças do CV no Rio e de outros estados para combater a expansão territorial da facção criminosa.
“Estamos atuando com força máxima e de forma integrada, para deixar claro que quem exerce o poder é o Estado. Seguiremos firmes na luta contra o crime organizado”.
Cláudio Castro, governador do RJ
Participam da Operação Contenção policiais militares do Comando de Operações Especiais e das unidades operacionais da PM da capital e região metropolitana. A Polícia Civil mobilizou agentes de todas as delegacias especializadas, distritais, da Core, do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro e da Subsecretaria de Inteligência.
Policiais mortos
Quatro policiais morreram em confrontos, e pelo menos outros nove ficaram feridos, entre eles cinco civis e quatro militares.
As vítimas fatais são:
Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos – conhecido como Máskara, recém-nomeado chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita)
Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos – policial civil da 39ª DP (Pavuna)
Cleiton Serafim Gonçalves, 40 anos – integrante do Bope
Heber Carvalho da Fonseca – também militar do Bope






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