Uma van que transportava pacientes caiu em uma ribanceira na manhã desta terça-feira (14) na RJ-155, entre Angra dos Reis e Lídice, no Sul Fluminense, deixando 11 pessoas feridas. O acidente ocorreu em um dos trechos mais perigosos da rodovia que vem sofrendo danos na pista por causa da falta de manutenção.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o chamado foi registrado às 6h07. No local, oito vítimas apresentavam ferimentos leves e três estavam em estado moderado. Não houve registro de pessoas presas às ferragens nem vítimas fatais.
A Prefeitura de Angra dos Reis informou que o veículo fazia o transporte de pacientes para tratamento fora do domicílio. Ao todo, 11 pessoas foram encaminhadas para unidades de saúde: oito para o Hospital Municipal de Rio Claro e três para o Hospital Municipal da Japuíba (HMJ), em Angra. Todas estão estáveis e sem risco de vida.
Segundo o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTRAN), o acidente ocorreu após o motorista tentar evitar uma colisão frontal em um trecho que operava em meia pista, na altura do km 18. A interdição parcial da via teria sido provocada por um desabamento causado pelas chuvas do mês anterior.
Ainda de acordo com a corporação, ao desviar do trecho interditado, o condutor se deparou com um veículo no sentido contrário.. Na tentativa de evitar a batida, ele perdeu o controle da direção, derrapou e a van acabou caindo na ribanceira.
Imagens registradas no local mostram o veículo tombado fora da pista, com vítimas sendo atendidas próximo à van.
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que o trecho conta com sinalização provisória e que intervenções definitivas estão em fase final. O órgão também reforçou a necessidade de atenção redobrada por parte dos motoristas.
A RJ-155 é considerada uma das rodovias mais estratégicas — e também mais perigosas — da região Sul Fluminense. Motoristas relatam problemas frequentes de infraestrutura, como buracos, erosões, falta de sinalização e risco de deslizamentos, especialmente em áreas de serra como o Alto da Serra, em Lídice.
Sem obras estruturais relevantes há mais de uma década, a estrada tem sido alvo de críticas e já motivou discussões sobre sua possível federalização, como alternativa para melhorar as condições de segurança e manutenção.






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