Na semana seguinte à sanção no estado da lei que proíbe a fabricação e a comercialização das famosas armas de gel, foi a vez da Câmara do Rio apertar o cerco nesta terça-feira (7). Os parlamentares da Cinelândia aprovaram, em primeira discussão, o projeto que segue o mesmo objetivo, adicionando o simulacro à lista de brinquedos similares ou idênticos a armas de fogo proibidos na cidade.
A proposta recebeu ao todo 28 votos favoráveis e três contrários — de Carlos Bolsonaro (PL), Pedro Duarte e Rogério Amorim (PL). O projeto ainda voltará para segunda discussão no plenário e precisa ser aprovado antes de ir ao gabinete do prefeito para sanção.
Autor do texto, o vereador Carlo Caiado (PSD), presidente da Casa, defende que as armas de gel geram tanto risco de acidentes quanto de confusão com armas reais, o que abre brecha para diferentes problemas — já que muitos usuários pintam o brinquedo para que se pareça com uma arma de verdade.
“São recorrentes os acidentes, alguns graves, provocados por armas de brinquedo do tipo gel. Por isso, é imprescindível que o legislativo municipal adote medidas que resguardem nossas crianças e adolescentes”, defende o parlamentar na justificativa do texto.
Armas de gel não são brinquedo, segundo Inmetro
No ano passado, quando as armas de gel começaram a ganhar mais popularidade, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) chegou a se pronunciar sobre o equipamento, afirmando que não considera como um brinquedo. Segundo o órgão, a regulamentação define que brinquedos são destinados ao uso por crianças menores de 14 anos, o que não é o caso das armas de gel.
“Réplicas de armas com projéteis de bolas de gel são semelhantes a equipamentos como airsoft e paintball, regulamentados pelo Decreto nº 11.615, de 21 de julho de 2023, o qual não está sob a competência do Inmetro”, disse o instituo .






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