MPRJ denuncia 11 do TCP por ‘organização ultraviolenta’ em Volta Redonda

Grupo é ligado à facção Terceiro Comando Puro (TCP) e atuava no tráfico de drogas e no controle territorial de comunidades

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Volta Redonda, denunciou 11 pessoas ligadas à facção Terceiro Comando Puro (TCP). O grupo integra uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e ao controle territorial de comunidades no município, no Sul Fluminense. 

A pedido do MPRJ, o juízo da 1ª Vara Criminal de Volta Redonda decretou a prisão preventiva dos denunciados, apontados como integrantes do braço armado do TCP na região. A denúncia tem como base a Lei Estadual nº 15.358/2024, que criminaliza organizações ultraviolentas e prevê penas entre 20 e 40 anos de prisão em regime fechado. 

O Judiciário determinou que todos os acusados respondam ao processo presos, ao reconhecer “a elevada periculosidade do grupo, o poder bélico e o risco à ordem pública”.

Atuação criminosa

Segundo a denúncia, o grupo atuou ao menos entre março de 2025 e março de 2026 nos bairros Belo Horizonte e Vila Brasília. No período, vendia drogas como maconha, cocaína e crack e impôs controle sobre moradores usando armas de fogo e ameaças. Com isso, manteve domínio territorial, restringiu a circulação de pessoas, reprimiu rivais e estabeleceu regras próprias nas comunidades.

O MPRJ aponta ainda, que a organização operava de forma estruturada e hierarquizada, com divisão de funções entre liderança, segurança armada, logística, vigilância e um núcleo financeiro responsável por receber valores da venda de entorpecentes, inclusive por transferências via PIX.

Criminoso se passou pelo irmão 

Segundo as investigações, Márcio Silva Sandin de Paula, o Marcinho, liderava o núcleo armado da quadrilha e chegou a se passar pelo irmão em duas ocasiões para evitar ser preso. O grupo também recrutou um adolescente para vender drogas.

Além de Marcinho, foram denunciados Caio Barbosa Ventura, Paulo Ricardo Santos Barros Silva, Ruam Felipe Oliveira Balbino, Matheus Roberto Gomes Coutinho, Patrick Gomes Tavares, Erick Pablo Ferreira Nadu, Matheus Vinícius Convençal de Oliveira, Luiz Alberto de Souza Freitas, Roosevelt Wellington de Jesus Oliveira e Jhennifer Jhesselen Duarte do Nascimento.

Eles vão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e falsa identidade.

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