A cidade do Rio retomou nesta sexta-feira (6) a vacinação contra mpox após receber 2 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Nesta primeira etapa, o atendimento é destinado a pessoas vivendo com HIV/Aids que tenham 18 anos ou mais e contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³, conforme os critérios divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A aplicação está concentrada em cinco unidades. A prefeitura prevê ampliar o atendimento para as demais pessoas vivendo com HIV/Aids e usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), à medida que novas doses forem disponibilizadas.
Quem pode se vacinar
A retomada ocorre de forma escalonada, com prioridade para pessoas mais vulneráveis às formas graves da doença. O critério de CD4 adotado nesta etapa identifica um grupo com maior comprometimento da imunidade.
Segundo o Ministério da Saúde, o esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações. A pasta orienta que pessoas com sintomas compatíveis com mpox procurem um serviço de saúde para avaliação, assim como aquelas que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados.
Onde receber a vacina
Os locais de atendimento informados são os seguintes.
- Super Centro Carioca de Vacinação Botafogo — Rua General Severiano, 91, Botafogo.
- Super Centro Carioca de Vacinação Zona Norte — Avenida Pastor Martin Luther King Jr., 126, segundo andar do Shopping Nova América, Del Castilho.
- Super Centro Carioca de Vacinação Zona Oeste — Estrada do Monteiro, 1.200, segundo andar do ParkShoppingCampoGrande, Campo Grande.
- Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar (CEVAA) — Rua Evaristo da Veiga, 16, Centro.
- Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz (CRIE/INI) — Avenida Brasil, 4.365, Manguinhos.
Os três Super Centros trabalham com horários estendidos. O CEVAA e o CRIE/INI funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Casos e reforço nos estoques
Segundo a SMS, o município registrou 221 casos de mpox em 2026 e confirmou uma morte. O paciente tinha uma doença imunossupressora preexistente, que contribuiu para o agravamento do quadro.
No cenário nacional, o Ministério da Saúde contabilizou 665 casos em 2026, redução de 94% em relação aos mais de 10 mil registros de 2022. A pasta mantém o acompanhamento da vacinação e do consumo das doses para avaliar novos repasses.
O governo federal também autorizou a compra de até 20 mil doses para reforçar o estoque estratégico do SUS, por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).







Deixe um comentário