A Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (6), que as contas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram alcançaram cerca de 50% mais pessoas que as de Flávio Bolsonaro (PL). A empresa apresentou os dados em resposta a questionamentos sobre um suposto favorecimento de conteúdos ligados ao candidato do PL durante a eleição.
Segundo a plataforma, a comparação considera o alcance das publicações nas primeiras 24 horas e abrange o período de propaganda eleitoral. O TSE havia solicitado esclarecimentos após a campanha de Lula apontar uma possível desvantagem na distribuição de conteúdos favoráveis ao petista.
Os números foram apresentados pela própria empresa como parte de sua defesa perante a Justiça Eleitoral.
Contas oficiais tiveram resultados diferentes
No levantamento sobre os perfis registrados pelas campanhas no TSE, a Meta afirma que o conteúdo das contas de Lula alcançou 1,5 vez o público atingido pelas contas de Flávio.
Em comunicado, a empresa informou que essa comparação considera a distribuição orgânica, sem anúncios. Também sustentou que Lula publicou com mais frequência, enquanto Flávio obteve maior alcance por publicação. No resultado total apresentado pela plataforma, o presidente ficou à frente.
Oposição teve vantagem em análise ampliada
Outra comparação incluiu contas ligadas aos dois campos políticos. De um lado, o levantamento reuniu perfis associados a Lula, André Janones (Rede-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP). Do outro, considerou contas ligadas a Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Pablo Marçal.
Nesse recorte, segundo a Meta, o número de pessoas que visualizaram ao menos um conteúdo da oposição foi 13% superior ao registrado pela base governista.
Os dois levantamentos avaliam conjuntos diferentes de contas. O primeiro compara os perfis oficiais das campanhas presidenciais. O segundo amplia o universo para outros nomes associados ao governo e à oposição.
Empresa nega favorecimento
A Meta afirmou que a maior parte do alcance das contas dos presidenciáveis veio de seus próprios seguidores. Segundo a empresa, o acesso por pessoas que não acompanhavam os candidatos ocorreu principalmente por compartilhamentos e visitas diretas aos perfis.
Em nota à imprensa, a companhia atribuiu as diferenças entre publicações a fatores como frequência de postagem, estratégias digitais, tempo de visualização, curtidas, comentários e concorrência com outros conteúdos.







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