O Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, vai abrir sua cobertura para visitação do público a partir deste sábado (7). A experiência permite conhecer o teto do edifício projetado por Oscar Niemeyer e observar a Baía de Guanabara de uma perspectiva diferente. A atração integra a programação de comemoração dos 30 anos do museu.
A instalação, chamada “Teto — De onde não se vê quando se está”, é assinada pelo arquiteto Pedro Varella e ficará disponível até o dia 22, aniversário de Niterói. O acesso será permitido de terça a domingo, para pessoas a partir de 12 anos.
A visitação, segundo a organização, será feita em grupos de até 15 pessoas, com duração de 15 minutos. As senhas serão distribuídas no próprio museu, por ordem de chegada, em quatro horários: 9h30, 11h30, 13h30 e 15h30. Não haverá agendamento antecipado. A primeira subida está prevista para as 10h, e a última, para as 17h20.
O ingresso custa R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), e também dá direito à visitação das demais exposições do MAC. O pagamento é aceito apenas em dinheiro.
Cuidados para subir à cobertura
O acesso ao teto exige algumas restrições de vestimenta e objetos e não permite subir descalço ou usando chinelos, sandálias soltas, tamancos e sapatos de salto alto. Vestidos, túnicas e saias longas também estão entre as peças proibidas.
Bolsas, mochilas, chapéus, bonés, guarda-chuvas, garrafas, alimentos e bebidas não poderão ser levados. Equipamentos como paus de selfie, tripés e drones também estão vetados. Os objetos deverão ser deixados no guarda-volumes, conforme orientação da equipe do museu.
As subidas poderão ser suspensas em caso de condições climáticas desfavoráveis. Um anemômetro será instalado pela Defesa Civil para monitorar a velocidade dos ventos. Quando as rajadas ultrapassarem 50 km/h, o acesso à cobertura será interrompido. Menores de 16 anos deverão estar acompanhados por um responsável.
Instalação muda perspectiva do museu
Desenvolvida pelo escritório Gru.a e projetada pelo arquiteto Pedro Varella, a instalação foi apresentada originalmente em 2017 e retorna ao MAC nove anos depois. Para chegar à cobertura, os visitantes utilizarão uma escada de estrutura tubular montada em um trecho da rampa de acesso ao pavimento de exposições.
No alto do edifício, o público poderá observar a Baía de Guanabara sem o enquadramento habitual proporcionado pela arquitetura do museu. A proposta é mudar a percepção do visitante sobre o próprio prédio, cuja cobertura parece côncava quando vista de baixo, mas passa a ser percebida como convexa quando observada de cima.
Além da instalação, a programação dos 30 anos do MAC reúne outras quatro exposições, com obras do acervo do museu, trabalhos de grandes formatos e atividades voltadas ao público infantil e à acessibilidade.







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