A prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, provocou uma mudança no planejamento eleitoral do União Brasil para a disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2026. Nos bastidores da legenda, lideranças já discutem nesta terça-feira (6) alternativas para ocupar o espaço político que vinha sendo reservado ao ex-prefeito.
Canella era tratado como uma das principais apostas do partido para a eleição majoritária. Com sua prisão, dirigentes e interlocutores da legenda passaram a avaliar novos nomes capazes de reunir viabilidade eleitoral, articulação política e menor desgaste para enfrentar a campanha.
Felipe Curi ganha força
Entre os nomes mencionados nas conversas internas, Felipe Curi aparece como o principal cotado para assumir o protagonismo na disputa pelo Senado.
Segundo interlocutores ouvidos nos bastidores partidários, Curi reúne características consideradas estratégicas pelo União Brasil neste momento, como boa interlocução política, capacidade de diálogo com diferentes grupos da legenda e menor resistência interna.
A avaliação é que essas credenciais podem facilitar a construção de uma candidatura competitiva para a eleição de 2026.
Antonio Rueda entra nas conversas
Outro nome que passou a ser citado nas discussões é o do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda.
De acordo com integrantes da legenda, uma eventual candidatura de Rueda poderia fortalecer o projeto eleitoral do partido no Rio de Janeiro e integrar uma estratégia nacional para as eleições de 2026.
Entretanto, essa possibilidade dependeria de uma avaliação mais ampla da direção nacional e de entendimentos com as lideranças estaduais sobre o desenho da chapa e das alianças eleitorais.
Leniel Borel também é lembrado
Além de Felipe Curi e Antonio Rueda, o nome de Leniel Borel também aparece entre as alternativas debatidas.
Segundo relatos de bastidores, Borel conta com apoio de setores da sociedade civil e de grupos ligados a entidades e organizações com atuação institucional no estado.
Apesar disso, interlocutores destacam que uma eventual candidatura dependeria da construção de uma estrutura política capaz de garantir apoio partidário, capilaridade regional e viabilidade eleitoral.
Nos bastidores, a avaliação é de que a legenda precisará agir rapidamente para evitar um vazio político em uma das principais candidaturas previstas para 2026.







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